Reféns das Farc serão libertados entre dias 23 e 24, diz jornal

'El Tiempo' diz que entrega dos três seqüestrados será feita no Amazonas venezuelano até a véspera de Natal

Agências internacionais,

21 de dezembro de 2007 | 09h26

O local escolhido para a entrega dos três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estaria em algum ponto do Estado do Amazonas, na Venezuela, e a libertação ocorreria no dia 23 ou 24, segundo a edição desta sexta-feira, 21, do jornal colombiano El Tiempo.   Veja também: França convida Kirchner para ser fiador em diálogo com FarcEntenda o que são as Farc Com Farc e Uribe pressionados, Colômbia tem ano otimista Cronologia: do seqüestro à perspectiva de liberdade    O jornal cita fontes ligadas à Chancelaria venezuelana, que teriam dito que os três reféns das Farc - Clara Rojas, seu filho Emanuel, e Consuelo González - "estão sendo levados há vários dias para serem libertados". As fontes não disseram se os reféns já estavam em território venezuelano, mas ressaltaram que serão recebidos pelo presidente Hugo Chávez e a senadora opositora colombiana Piedad Córdoba, que deve chegar nesta sexta à Venezuela.   O ex-ministro do Interior e Justiça venezuelano Ramón Rodríguez Chacín, que interveio na libertação do empresário venezuelano Richard Boulton - que ficou seqüestrado dois anos na Colômbia -, poderia ser um dos coordenadores da comunicação entre o governo venezuelano e a guerrilha para este caso. As Farc confirmaram na quinta-feira em seu site o anúncio da libertação de três de seus reféns.   As mesmas fontes da chancelaria de Caracas afirmaram que a entrega será feita em algum ponto do Estado venezuelano Amazonas, um dos mais despovoados e que divide fronteiras com a Colômbia e o Brasil.   Citando fontes de inteligência, o jornal venezuelano El Nacional afirmou na sua edição de quinta-feira que a ex-candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt já estaria em território venezuelano para "receber assistência médica e se recuperar". Ainda de acordo com o jornal, Ingrid estaria no sítio do ex-ministro do Interior de Chávez, Ramón Rodríguez, acompanhada dos três outros reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) prometeram libertar na terça-feira, 18, por meio de uma nota.   Na terça-feira, a guerrilha anunciou que entregaria os três seqüestrados - que fazem parte do grupo de 46 reféns políticos das Farc - a Chávez, ou a quem o presidente designasse. As Farc tentam trocar os reféns por 500 guerrilheiros presos. Para negociar o acordo humanitário, a guerrilha exige a desmilitarização dos municípios de Florida e Pradera, no Departamento de Valle del Cauca, por 45 dias. O governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, rejeita a exigência.   No mês passado, Uribe decidiu encerrar a mediação que Chávez vinha exercendo entre o governo de Bogotá e as Farc, com a ajuda da senadora colombiana Piedad Córdoba. Chávez qualificou a atitude de Uribe de "traição" e disse que estava no caminho de convencer a guerrilha a libertar alguns dos reféns até o Natal. Na quarta-feira, Piedad afirmou em Washington, nos EUA, que a libertação dos reféns poderia ocorrer na Venezuela ou no Brasil.   De acordo com analistas, a certeza com que Piedad afirmava que alguns reféns seriam soltos antes do dia 31 levanta a suspeita de que a libertação tenha sido negociada com a Venezuela antes do fim da mediação de Chávez.

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