Referendo para reeleição de Chávez é marcado para fevereiro

Se aprovada, medida permitirá que presidente venezuelano concorra à Presidência pela terceira vez seguida

Agências internacionais,

16 de janeiro de 2009 | 14h32

A autoridade eleitoral da Venezuela anunciou nesta sexta-feira, 16, que o referendo para a emenda constitucional que pode permitir a reeleição de Chávez foi marcado para 15 de fevereiro. Se a medida - que se aplica a todos os cargos de eleição popular - for aprovada, Chávez poderá se candidatar pela terceira vez consecutiva à Presidência. Veja também:Lula visita Chávez após aprovação de referendo por reeleiçãoAssembleia venezuelana aprova reeleição ilimitada A Assembleia Nacional venezuelana (AN), de 167 membros, quase todos governistas, aprovou na quarta-feira, em segunda discussão, o projeto de emenda proposto por Chávez. Grupos oposicionistas condenam a medida, alegando que o tema foi uma das propostas rechaçadas por um referendo de 2007. Para eles, submeter a mudança novamente à votação viola o preceito constitucional que proíbe repetir consulta sobre o mesmo tema.  Nesta semana, centenas de universitários realizaram protestos contra a convocação do referendo pelo país. Chávez foi eleito em dezembro de 1998. Após o processo constituinte de 2000, o presidente foi ratificado em seu cargo para governar por seis anos. Em dezembro de 2006, foi reeleito para novo mandato, que se encerra em fevereiro de 2013.  "Se sou imprescindível? Não. Só que mudar de ginete ou capitão quando ainda não estão consolidadas as etapas de maturação iniciais de um processo é sumamente arriscado", disse Chávez na terça-feira em seu discurso anual ao Congresso, que durou mais de sete horas.  "Isso a oligarquia sabe, isso a burguesia sabe, e isso os fatores internacionais de dominação sabem. Por isso farão de tudo para me tirar do jogo, incluindo o golpe de Estado, as tentativas de magnicídio", acrescentou o venezuelano. Duas pesquisas divulgadas na quarta-feira apontam que a maioria dos eleitores é contrário à reeleição indefinida. Uma delas, da empresa Consultores21, registra 56,8% dos entrevistados contrários à alteração constitucional e 41,8% favoráveis. Em outra, da Datanalisis, 52% votariam pelo "não" e 37,7% pelo "sim".

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