Renuncio se provarem minha relação com as Farc, diz Correa

Presidente equatoriano desqualifica relatório da Interpol e afirma que tem a consciência limpa

Associated Press,

17 de maio de 2008 | 14h27

O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou neste sábado, 17, que está disposto a renunciar a seu cargo se provarem relação do seu governo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e pediu a Organização dos Estados Americanos (OEA) que investigue essas acusações do governo colombiano.   "Tenho a consciência limpa, não tenho nada a temer. Se provarem que o meu governo ou a minha campanha tem ou teve qualquer relação com as Farc, ponho o meu cargo a disposição do povo equatoriano e a disposição de toda a América Latina", afirmou Correa em uma entrevista coletiva durante o último dia da cúpula de líderes da América Latina, do Caribe e da União Européia (UE).   Correa lançou a proposta ao novamente desqualificar o relatório divulgado pela Interpol na quinta-feira, 15, apontando que os arquivos encontrados no laptop de guerrilheiros colombianos são autênticos e não foram alterados. O governo colombiano afirma que os dados mostram a ligação da Venezuela e do Equador com os rebeldes.   "O relatório da Interpol mostra que as informações estavam no computador. Mas há que se ver se o computador estava realmente no acampamento", afirmou Correu. Porém o presidente da Interpol, Ronald Noble, assegurou durante a divulgação do relatório que não há dúvidas que os três computadores portáteis pertenciam as Farc.

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