Efraín Salgado/Efe
Efraín Salgado/Efe

Representantes de Zelaya e Micheletti não chegam a acordo

Prazo dado por negociadores de líder deposto acaba nesta sexta-feira; governo de facto deve se pronunciar

AP, BBC e Reuters,

23 de outubro de 2009 | 07h41

Representantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e de Roberto Micheletti, que assumiu o governo após o golpe de Estado que derrubou o antecessor, não chegaram a um acordo para pôr fim à crise política do país.

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É a segunda vez que os dois lados não conseguem negociar uma saída para o impasse desde que Zelaya voltou a Honduras e se refugiou na embaixada brasileira no mês passado.

"Ao que tudo indica, esta fase de diálogo terminou", disse a representante de Zelaya Mayra Mejía. Negociações mediadas em julho pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, também falharam.

"O ponto fundamental é a restauração do presidente Zelaya e não havia vontade política para isso", disse Mejia a repórteres no saguão de um hotel em Tegucigalpa que sediou as negociações de três semanas.

Ainda de acordo com ela, sua equipe se reunirá com Zelaya na embaixada brasileira para analisarem quais serão os próximos passos.

Partidários de Zelaya haviam dado um prazo até esta sexta-feira para a equipe de Micheletti responder com uma nova oferta para solucionar a crise. Enquanto os aliados do presidente deposto exigem sua volta ao poder, o governo de facto rejeita devolvê-lo.

A proposta do líder deposto, que está sendo analisada pela comissão de Micheletti, pede "o retrocesso da situação dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e do Supremo Tribunal Eleitoral ao estado anterior a 28 de junho.

No último dia 19, Zelaya rejeitou a proposta do governo de fato para que o Supremo Tribunal de Justiça do país decida sobre o retorno dele ao poder. O líder deposto defende que o Congresso deve ser responsável pela decisão.

Negociadores de Micheletti prometeram fazer uma nova oferta na manhã de hoje. O presidente de facto deve fazer um pronunciamento por volta do meio dia.

Soldados tiraram Zelaya da cama e o levaram para a Costa Rica em 28 de junho após ele irritar líderes empresariais, militares e políticos de seu próprio partido ao aproximar Honduras do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Os críticos do presidente deposto afirmam que ele violou a Constituição ao fazer uma tentativa de permitir a reeleição, acusação que Zelaya nega.

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