Representantes de Zelaya esperam acordo ainda hoje

Acordo pode sair até o meio-dia, prevê integrante da equipe de negociação do ex-presidente

Efe,

16 de outubro de 2009 | 04h10

A comissão de diálogo do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, informou que o processo avançou em 95% e confia em assinar nesta sexta-feira, 16, um acordo que ponha fim à crise política no país.

 

"Estamos otimistas que teremos um acordo, possivelmente ao meio-dia", disse a jornalistas Víctor Meza, membro da comissão de diálogo de Zelaya, ao anunciar que as negociações de quinta-feira tinham sido concluídas e que o tema tinha "avançado em 95%".

 

Meza explicou que na quarta-feira o que havia era "um texto único, não um acordo", que era "como um preâmbulo imediato de um acordo". Acrescentou que Zelaya e o presidente interino, Roberto Micheletti, fizeram observações ao texto pactuado.

 

A resultado da reunião manteve-se em segredo até o final por parte das comissões de diálogo, que estiveram reunidas por mais de doze horas.

 

"O diálogo não está concluído, mas a mesa de diálogo segue estabelecida", afirmou Meza, também ministro de governo de Zelaya.

 

Acrescentou que decidiram ampliar o espaço do diálogo, "para conhecer a proposta definitiva do senhor Micheletti", em uma ação que seria "a última versão de um texto pactuado, antes do meio-dia" de sexta-feira.

 

"Estamos muito próximos de conseguir um acordo definitivo", afirmou Meza, quem disse que não pode dar detalhes dos acordos porque existe o compromisso das partes de guardar reserva "para não entorpecer o curso da negociação". Ainda descartou a possibilidade de "uma terceira via" para solucionar a crise. "Estamos no Acordo de San José", acrescentou.

 

Meza advertiu que se não houver um acordo para superar a crise pode ocorrer uma escalada de violência em Honduras. "Se não se alcança uma saída negociada, pacífica, democrática, à crise, as consequências serão a ingovernabilidade, a desordem, a intranquilidade, a convulsão social, que ninguém, nenhum hondurenho, quer para nossa pátria", expressou.

Tudo o que sabemos sobre:
ZelayaHondurasMicheletti

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.