Eugenio Adorni/Efe
Eugenio Adorni/Efe

Repressor argentino é condenado novamente à prisão perpétua

Ex-general foi culpado pelo desaparecimento de 22 pessoas durante ditadura argentina

REUTERS

08 de julho de 2010 | 20h18

Um tribunal argentino condenou nesta quinta-feira, 8, pela segunda vez à prisão perpétua o ex-chefe militar Luciano Benjamín Menéndez por considerá-lo culpado de crimes contra a humanidade cometidos na província de Tucumán, no norte da Argentina, durante a ditadura que governou o país entre 1976 e 1983.

Menéndez foi declarado culpado pelo desaparecimento de 22 pessoas durante a ditadura e deverá cumprir sua sentença em uma penitenciária comum da província.

O ex-general já havia sido condenado à prisão perpétua por crimes contra a humanidade cometidos na província de Córdoba, no centro do país.

"Parece-me realmente algo que tinha que ser feito e até que não se esclareça totalmente (os crimes da ditadura) esse país não será libertado de semelhante calamidade", afirmou a um canal de televisão Elsa de Oesterheld, familiar de uma das vítimas da ditadura.

De acordo com entidades de direitos humanos, cerca de 30 mil pessoas foram sequestradas, torturadas e assassinadas durante a última ditadura, embora uma comissão independente tenha confirmado ao redor de 11 mil casos.

A Corte Suprema argentina revogou anos atrás duas leis de anistia que protegiam centenas de antigos oficiais de serem levados a julgamento por violações dos direitos humanos.

Essa decisão permitiu aos tribunais argentinos aplicar sentenças duras contra os integrantes das Forças Armadas e policiais por sequestros, torturas e assassinatos.

(Reportagem de Juliana Castilla)

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