Repsol e Chevron ganham licitação do Bloco de Carabobo

As áreas licitadas, Carabobo I e III, tem capacidade de produção que pode chegar a 800 mil barris por dia

Efe

11 de fevereiro de 2010 | 03h54

A empresa espanhola Repsol e a norte-americana Chevron venceram na quarta-feira, 10, o processo licitatório para explorar dois projetos do bloco Carabobo na Falha del Orinoco, na Venezuela. O país adjudicou empresas da Espanha, Estados Unidos, Japão, Índia e Malásia, a explorar as áreas Carabobo I e Carabobo III, que possuem um potencial de exploração até 2016 de, ao menos, 800 mil barris por dia, e necessitam de um investimento na base de 30 milhões de dólares.

 

De acordo com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, esta ação é histórica, por ser um processo de licitação transparente. "Recebemos com muito afeto o investimento internacional que é absolutamente necessário, nós não podemos desenvolver sozinhos a Falha de Orinoco", destacou Chávez.

 

A área Carabobo I foi adjudicada ao consórcio composto pela empresa Repsol, pela Petronas da Malásia, e pela indiana ONGC, composta pela Oil India Corporación e India Oil Corporation. A área tem um potencial de produção de 480 mil barris por dia, e o projeto inclui a construção de uma refinaria com a capacidade de processar 200 mil barris por dia.

 

Já o Bloco Carabobo III foi adjudicado para a empresa norte-americana Chevron, as japonesas Mitsubishi e Inpex e a venezuelana Suelopetrol. A área tem um potencial de produção que pode chegar a 480 mil barris por dia.

 

As duas áreas serão exploradas por empresas mistas, compostas pelas empresas adjudicadas, que terão 40% das ações, e pela PDVSA, que terá 60%.

 

A Falha de Orinoco é uma extensão de 55 mil quilômetros quadrados, situada no leste venezuelano, que está dividido em quatro blocos e conta com reservas de 260 milhões de barris, as maiores reservas do planeta, de acordo com o governo da Venezuela.

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