Sergio Dutti/AE
Sergio Dutti/AE

República Dominicana receberá cúpula mundial sobre Haiti

Governantes de vários países deverão elaborar plano para reconstruir nação caribenha assolada por catástrofe

Efe,

28 de janeiro de 2010 | 21h52

No dia 14 de abril, a República Dominicana receberá a Cúpula Mundial para a Reconstrução do Haiti, para a qual serão convidados vários presidentes, informou nesta quinta-feira, 28, o ministro das Relações Exteriores dominicano, Carlos Morales Troncoso.

 

Veja também:

ONU pede que comunidade internacional não deixe Haiti

Amorim e Clinton pedem investimentos de empresários no Haiti

 

A reunião será realizada em território dominicano a pedido do presidente haitiano, René Préval, acrescentou o chanceler à imprensa local após participar de um encontro entre o governante dominicano, Leonel Fernández; seu colega taiuanês, Ma Ying-jeou, e o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, na sede do Executivo local.

 

A cúpula foi proposta no último dia 18 durante a cúpula "Unidos por um Futuro Melhor para o Haiti", organizada em Santo Domingo.

 

Os participantes da reunião decidiram promover a realização da conferência internacional, que será convocada pela União Europeia e cujo objetivo principal será elaborar o Plano Estratégico para a Reconstrução do Haiti.

 

A proposta será coordenada por um comitê integrado pela República Dominicana, Haiti, Comunidade de Estados do Caribe (Caricom), ONU, a Organização dos Estados Americanos (OEA), UE, Estados Unidos, Canadá, Brasil, México e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

 

A reunião terminará em Madri entre 16 e 18 de maio com um encontro entre América Latina e UE, segundo o presidente dominicano. De acordo com Fernández, a reconstrução do Haiti exigiria cerca de US$ 10 bilhões e consistirá em um programa de cinco anos.

 

75% de destruição

 

O enviado especial adjunto das Nações Unidas ao Haiti, Paul Farmer, disse nesta quinta que Porto Príncipe terá que ser 75% reconstruída após o terremoto do último dia 12.

 

Ocupante do cargo logo abaixo do atual enviado da Onu ao Haiti, o ex-presidente americano Bill Clinton, Farmer esteve hoje no Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos para apresentar aos legisladores um panorama sobre a devastação e a reconstrução do país caribenho.

 

O senador democrata John Kerry, presidente do comitê, disse ter ficado "atônito" com o índice de reconstrução citado por Farmer. "Esta é uma tarefa tão grande que precisamos de uma equipe de máxima categoria internacional para trabalhar com o povo haitiano", disse o enviado especial adjunto.

 

O enviado especial adjunto acrescentou que os problemas mais graves atualmente são a falta de segurança diante do perigo de novos tremores e a ameaça de doenças como o cólera nos improvisados acampamentos de desabrigados.

 

"O Governo do Haiti propôs sabiamente evitar esses enormes acampamentos que são difíceis de controlar. Devemos acelerar nossos esforços para conseguir tendas de campanha e banheiros", disse Farmer.

 

O enviado especial adjunto também ressaltou o fato de que o Haiti é o país mais pobre da América e que os problemas que se multiplicaram agora já existiam antes do terremoto. Farmer também disse que o esforço de reconstrução do Haiti deve incluir uma avaliação integral das necessidades, a qual deve contar com o apoio dos Estados Unidos e de outros países.

 

Notícia atualizada às 22h22 para acréscimo de informações

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.