Resgate de mineiros é paralisado no Chile para manutenção de perfuradoras

Peça de uma das máquinas se desprendeu; trabalhos devem ser retomados em breve

Efe

23 de setembro de 2010 | 19h31

Um dos mineiros mostra peça que se desprendeu de perfuradora. 

 

SANTIAGO - Os trabalhos para resgatar os 33 mineiros presos em uma mina no norte do Chile desde o dia 5 de agosto foram paralisados nesta quinta-feira, 23, para que as máquinas perfuradoras passem por manutenção, informaram os responsáveis pelo socorro.

 

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O chefe das operações de resgate, André Sougarret, disse que uma peça da perfuradora T-130, encarregada do chamado Plano B, voltou a se soltar nesta quinta, e por isso a perfuração foi interrompida. A máquina é a que está mais adiantada entre as três usadas nos trabalhos de socorro.

 

"No plano B, alcançamos os 111 metros. Paralisamos a operação às 3h30, tivemos novamente uma problema com uma peça de perfuração que voltou a se soltar", disse Sougarret a jornalistas.

 

A T-130 é a única perfuradora que atingiu as galerias onde os mineiros estão presos - há quase 700 metros de profundidade. A máquina agora faz o caminho inverso, alargando a abertura para que operários possam ser retirados.

 

Já a Strata 950, perfuradora usada no Plano A, foi paralisada para a retirada dos resíduos que se formam com a escavação. A máquina se encontra a uma profundidade de 400 metros.

 

A máquina do Plano C, a petroleira RIG-421, a única que já escava uma abertura no tamanho ideal para a retirada dos mineiros, teve as atividades interrompidas para que fossem instalados motores adicionais. Ela se encontra aos 42 metros de profundidade.

 

Sougarret admitiu que o ritmo das escavações diminuiu na última semana, mas afirmou que "os problemas que apareceram já eram previstos". "Não existe nenhum problema que não tenha solução", disse, acrescentando que as equipes trabalham para que as operações de resgate sejam retomadas ainda nesta quinta.

 

As autoridades responsáveis pelos resgates também anunciaram que o projeto da cápsula responsável pelo transporte dos mineiros até a superfície será produzido pela Marinha. Os dispositivos começaram a ser construídos nos estaleiros da Marinha e espera-se que estejam prontos em poucos dias.

 

Nesta sexta, 24, deve ser decidida a ordem de saída dos mineiros, que será estabelecida de acordo com um relatório elaborado por equipes de psicólogos e sob a supervisão de Jaime Mañalich, ministro da Saúde.

 

Os 33 mineiros estão presos na mina San Jose, em Copiapó, no norte do Chile, desde 5 de agosto. Eles sobreviveram por 19 dias com uma dieta racionada de duas colheres de atum enlatado, um gole de leite e meio biscoito a cada 48 horas. Depois de descobertos, o governo passou a empreender um grande esforço para resgatá-los.

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