Resgate de reféns das Farc durou 22 minutos e 13 segundos

Preparativos começaram em junho; alto comando acompanhou o desenvolvimento da ação de Bogotá

Efe,

03 de julho de 2008 | 03h09

O comandante do Exército colombiano, o general Mario Montoya, afirmou nesta quinta-feira, 3, que a operação na qual foram resgatados 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durou 22 minutos e 13 segundos.   Veja também: Ouça o relato de Ingrid Betancourt (em espanhol) Uribe pede libertação de todos os reféns para negociar paz Libertação foi milagre, precisamos lutar pelos reféns, diz Ingrid Resgate foi absolutamente impecável, diz Ingrid Quem são os ex-reféns libertados pelo Exército colombiano EUA elogiam operação de resgate Rice pede às Farc que libertem outros reféns O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt Leia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid Betancourt Depoimento dos filhos de Ingrid (em espanhol)    Montoya disse que os preparativos da operação começaram em junho, mas não quis informar o dia do início dos trabalhos. Segundo o chefe militar, o alto comando acompanhou de Bogotá, minuto a minuto, o desenvolvimento da ação.   Montoya comentou que, apesar de nenhuma baixa ter sido registrada na operação, o Exército poderia "facilmente ter perdido doze vidas e um aparelho (helicóptero), o que faria as Forças Armadas passarem por um papel ridículo".   Tanto Montoya como o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e o comandante das Forças Militares, Freddy Padilla de León, ressaltaram a "limpeza e a simplicidade" da operação, e insistiram no trabalho fundamental da "inteligência militar".   "Conseguimos nos infiltrar nas Farc, especialmente nos grupos que estavam com os seqüestrados (...) e os convencemos de que éramos parte da guerrilha", disse Montoya.   "O que tínhamos de fazer era reunir os três grupos (de seqüestrados), que estavam distantes cerca de 50 quilômetros, e depois movimentá-los em direção ao norte, por aproximadamente 150 quilômetros", afirmou.   "Através das comunicações infiltradas, demos a ordem (aos chefes guerrilheiros que custodiavam os reféns) para se reunir porque uma missão internacional iria visitá-los", explicou.   "Usamos dois helicópteros porque sabíamos que era um número de 25 ou 26 seqüestrados reunidos", enquanto os guerrilheiros encarregados de sua custódia enviaram um "requerimento" para que quatro rebeldes, e não dois, se aproximassem do helicóptero, acrescentou.   Segundo o comandante do Exército colombiano, neste momento os infiltrados disseram aos líderes das Farc que não havia possibilidade de enviar quatro guerrilheiros, porque o helicóptero não tinha lugares suficientes, e foi então que aconteceu a operação.   Montoya informou também que os rebeldes os escutavam no helicóptero antes de o aparelho tocar o solo, e por isso o embarque dos seqüestrados aconteceu de maneira rápida, "enquanto havia cerca de 60 guerrilheiros nas imediações".   O comandante do Exército explicou ainda que os dois guerrilheiros tiveram de ser persuadidos, já no helicóptero, a entregar suas armas, sob o argumento de que era uma missão internacional.   Depois que as armas foram entregues, os guerrilheiros foram rendidos e os reféns ficaram sabendo que estavam livres e nas mãos do Exército.   "Um segundo helicóptero estava nas proximidades preparado para entrar em cena caso algo desse errado", indicou o comandante das Forças Militares, que reiterou que "não houve um só disparo durante a operação".   Padilla de León lembrou que Uribe completa 56 anos no dia 4 de julho, e afirmou que esta libertação é "um presente" para o presidente.

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