Resgate não muda relações com Colômbia, diz Equador

Chanceler diz que libertação de Ingrid é 'motivo de festa', mas que situação não tem incidência nas relações

Efe

03 de julho de 2008 | 14h06

O resgate da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), não muda em nada as relações diplomáticas com o Governo colombiano, em meio ao conflito desde 3 de março, disse nesta quinta-feira, 3, a ministra de Exteriores do Equador, María Isabel Salvador.  Em entrevista ao canal "Teleamazonas", a chanceler disse que a libertação de Betancourt é um "motivo de festa". No entanto acrescentou que essa situação não tem nenhuma incidência no restabelecimento de relações diplomáticas com a Colômbia, porque é um tema diferente. Veja também:Ingrid pede liga de países para libertar reféns Após 6 anos, Ingrid reencontra os filhos em Bogotá Uribe quer libertação de reféns para negociar Ingrid Betancourt chega à França nesta sexta Americanos que estavam em poder das Farc chegam aos EUAOuça o relato de Ingrid Betancourt (em espanhol)Para ex-líderes colombianos, negociar é única saída para FarcQuem são os ex-reféns libertados pela ColômbiaO drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   Cronologia do seqüestro de Ingrid BetancourtLeia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid BetancourtO seqüestro de Ingrid Betancourt  "São coisas diferentes, quero que todos os equatorianos lembrem que o que aconteceu em 1º de março foi (...) uma violação territorial. Nesse sentido, não tem porque mudar a situação, não vamos misturar as coisas", disse a chanceler, em referência ao restabelecimento das relações com a Colômbia. Após acrescentar que o Equador pediu várias vezes que as Farc libertem todos os seqüestrados, a chanceler acrescentou que o governo do Equador rejeitou os métodos utilizados pela guerrilha, porque considera que violam os direitos humanos. Além disso, disse que a ruptura das relações com a Colômbia se deve a uma resposta firme do Equador diante das constantes violações territoriais pelas Forças Armadas colombianas. "Permanentemente, as Forças Armadas da Colômbia atacaram o Equador. Por mais de sete anos, o Equador não soube reagir ou fez isso com fraqueza. Talvez, em dez anos, é o primeiro momento que o Equador se mostra firme a respeito de um ataque de violação a sua soberania", disse a chanceler. O Equador rompeu relações diplomáticas com Bogotá em 3 de março, dois dias após uma operação de tropas militares colombianas contra um acampamento das Farc situado em território equatoriano. Nessa operação militar, morreu o porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes", e outras 25 pessoas.

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