Resultado de exame de DNA de parentes de Emmanuel pode demorar 15 dias

Exame confirmará se a criança, aos cuidados de um organismo oficial, é o filho da seqüestrada Clara Rojas

Efe

02 de janeiro de 2008 | 04h11

O procurador colombiano Mario Iguarán disse hoje que os resultados dos exames de DNA que permitirão saber se uma criança, aos cuidados de um organismo oficial, é o filho da seqüestrada Clara Rojas podem demorar até 15 dias. "É um trâmite que, por nossa experiência, pode demorar de 10 a 15 dias, e nos permitirá confirmar ou descartar a hipótese da maternidade de dona Clara (Rojas) sobre a criança", explicou Iguarán. Ressaltou que a Procuradoria "não pode trabalhar com hipóteses, embora as afirmações possam ser verdadeiras". Iguarán acrescentou que até o momento não há provas científicas para afirmar ou negar que a criança que está em Bogotá em um lar do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF) seja Emmanuel, filho de Clara Rojas. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) prometeram libertar Rojas, Emmanuel e a ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo, seqüestrados pela guerrilha. No entanto, a operação tomou um rumo inesperado quando o presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que as Farc não os libertavam porque não estavam mais em poder de Emmanuel. Uribe afirmou que o menino teria sido entregue no dia 16 de junho de 2005 à regional do ICBF em San José do Guaviare, capital do departamento de Guaviare, com o nome de Juan David Gómez Tapiero. A criança estaria em precárias condições de saúde e, uma vez em Bogotá, participou de testes de DNA a fim de contrastá-los com as de seus possíveis parentes. Cinco especialistas em genética colombianos viajaram nesta terça-feira a Caracas para fazer exames de DNA em Clara González de Rojas, suposta avó de Emmanuel, e em seu filho Ivan, que disse que a hipótese do presidente Uribe pode ser correta, mas que os exames médicos poderão esclarecer o caso. Ministro da Defesa  pede libertação O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, pediu nesta quarta-feira que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) cumpram sua promessa de libertar os reféns Clara Rojas, seu filho Emmanuel, e a ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo. Santos afirmou que se as Farc não estão em posse de Emmanuel, que "pelo menos deixem em liberdade Clara e Consuelo González", além de reivindicar a libertação de "todos os seqüestrados". O ministro descartou a justificativa das Farc de que a libertação não ocorreu por culpa do Governo colombiano, que estaria realizando fortes operações militares no país. "Nós já dissemos qual é a razão que acreditamos ter impedido a libertação dos seqüestrados", em alusão à hipótese do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que disse que os rebeldes não estavam em posse da criança, que estaria em Bogotá aos cuidados do Instituto Colombiano do Bem-estar Familiar. As Farc suspenderam a libertação das duas mulheres e da criança em função das supostas operações desenvolvidas por militares colombianos.

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