'Revolução' marca fim da hegemonia dos EUA, diz Chávez

Presidente venezuelano celebra neste domingo o sexto aniversário de seu retorno ao poder, após golpe de 2002

Efe,

13 de abril de 2008 | 22h37

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste domingo, 13, que o "triunfo da revolução bolivariana" sobre as "conspirações dos Estados Unidos", entre 2002 e 2003, marcou o começo do fim da hegemonia do império na região. O presidente discursou para uma multidão que se reuniu nas proximidades do Palácio do Governo para celebrar o sexto aniversário de seu retorno ao poder, após um golpe que o afastou da presidência por 48 horas, em 11 de abril de 2002.   Diante de milhares de pessoas, Chávez assegurou que o "triunfo da Venezuela" ante as investidas imperialistas "começou a mudar o curso da história do continente" e abriu caminho às forças progressistas da região. O presidente venezuelano pediu à multidão que "tomasse consciência da tremenda responsabilidade que a história colocou sobre seus ombros".   Em um longo e exaltado discurso em que citou constantemente frases do líder cubano Fidel Castro, Chávez afirmou que o golpe de 2002 e a greve de 63 dias dos petroleiros, entre dezembro de 2002 e fevereiro de 2003, foram idealizados e postos em prática pelo "império e seus lacaios" internos.   Segundo Chávez, ambas as vitórias "revolucionárias" influenciaram no avanço das forças "progressistas" na América Latina, com a chegada à presidência de Evo Morales, na Bolívia, de Rafael Correa, no Equador, e de Cristina Fernández, na Argentina.   "Do que acontece na Venezuela depende, em boa parte, o que ocorre ou não na América Latina e no Caribe", completou o presidente. Diante dessa responsabilidade, Chávez advertiu que "nunca mais" a revolução deve sofrer uma derrota eleitoral como a de dezembro passado, quando foi derrotada a proposta de reforma constitucional, que incluía a reeleição presidencial ilimitada e uma nova organização territorial.   "Devemos obter grande vitória popular nas eleições para governadores e prefeitos", afirmou Chávez. O pleito está marcado para o próximo dia 27 de novembro. O presidente acrescentou que do triunfo da "revolução bolivariana" depende o futuro do continente e as "esperanças" de milhares na região, que aspiram viver com justiça social e eqüidade.

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