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'Rindo', Chávez dá ordens de Cuba, diz ministro venezuelano

Bolivariano não aparece em público há seis semanas quando passou pela cirurgia contra um câncer

Reuters

22 de janeiro de 2013 | 08h38

CARACAS - Hugo Chávez brinca e está dando ordens novamente, disse na segunda-feira o ministro de Relações Exteriores, Elias Jaua, em mais um comentário positivo sobre o presidente venezuelano que deixou de aparecer em público há seis semanas para ser submetido a uma cirurgia contra um câncer em Cuba.

Os rumores que surgiram no início deste mês sobre o grave estado de saúde de Chávez deram lugar nos últimos dias a especulações de que ele deve voltar em breve à Venezuela. Segundo as declarações mais positivas dadas por autoridades do país, Chávez tem apresentado melhoras em relação ao seu quadro grave após a cirurgia.

"Camaradas, saí de uma reunião com nosso presidente-comandante, Hugo Chávez", publicou no twitter o recém-indicado Jaua, em Havana, depois de uma visita a Chávez.

Chávez tomou decisões sobre a participação da Venezuela em uma reunião de chefes de Estado da América Latina no Chile, acrescentou Jaua, a última entre diversas autoridades que estiveram em Cuba para visitar o presidente, que estaria se recuperando no hospital Cimeq de Havana.

Hugo Chávez, que durante a maior parte de seus 14 anos no poder manteve uma presença constante diante dos venezuelanos, não é visto em público desde que foi operado em 11 de dezembro em Cuba, na quarta cirurgia desde que teve detectado um tumor na região pélvica há um ano e meio.

Embora seu estado de saúde esteja melhorando, de acordo com o governo, seus funcionários reconheceram que Chávez sofreu várias complicações depois da cirurgia de dezembro. A oposição permanece cética e questiona por que Chávez não pode falar à nação se é verdade que consegue conversar com ministros.

Na ausência de Chávez, o vice-presidente Nicolás Maduro está no comando do governo da Venezuela, mas no fim de semana disse ter esperanças de que o presidente deva voltar em breve. No país, há rumores de que um hospital militar em Caracas está sendo preparado para recebê-lo.

Se Chávez tiver que deixar o poder ou morrer, novas eleições devem ser convocadas em 30 dias, e Maduro seria o candidato do chavismo.

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