Roupas usadas podem transmitir sarna e gonorreia

Peças expostas em comércios informais que são encontradas em lixo, asilos e cemitérios, podem estar infestadas de bactérias e produtos químicos que, em contato com a pele, causam doenças

Efe,

20 de julho de 2011 | 03h08

MÉXICO - O uso de roupa de segunda mão, importada de outros países ou encontradas em lixo, necrotério, asilos e cemitérios, pode provocar dermatite, sarna e gonorréia, advertiu nesta quarta-feira, 20, o Instituto Mexicano de Seguro Social (IMSS) sobre um costume muito comum em classes popular e média.

 

"As peças podem estar infestadas de ácaros, piolhos, conter algum tipo de produto químico, e inclusive bactérias (em caso de roupas íntimas), que ao ter contato com a pele provocam dermatite, sarna e gonorreia", assinalou um comunicado do IMSS, que atende a metade da população nacional.

Este tipo de roupa é exposta em comércios informais que compram em atacado e depois vendem a varejo.

 

A doutora Diana Castillo Martínez, dermatologista do Hospital Geral de Zona 2-A Troncoso, do IMSS, disse que a primeira recomendação é evitar comprar este tipo de roupa.

 

Caso contrário, as camisas, blusas, suéters e etc, devem ser lavadas com sabão e água, seja à mão ou em máquina. No caso de jaquetas, devem ser guardadas em uma sacola de plástico por três dias, "isso assegura eliminar piolhos e ácaros", disse Castillo ao assinalar que os sapatos devem ser expostos ao sol durante dois dias antes de calçá-los.

 

Recomendou não adquirir, de forma alguma, roupas íntimas em comércios desse tipo, já que as medidas de higiene podem não ser suficientes e causar gonorréia, "uma doença crônica difícil de diagnosticar".

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