Rússia constrói fábricas de armas na Venezuela

A Rússia está construindo fábricas de armas na Venezuela para produzir cartuchos e rifles AK-103, além de finalizar contratos para o envio de 53 helicópteros militares para o governo de Hugo Chávez, disse na segunda-feira a jornalistas o embaixador russo em Caracas, Vladmir Zaemskiy.

WALKER SIMON, REUTERS

01 de dezembro de 2009 | 12h56

De acordo com ele, engenheiros russos e empreiteiras locais participam da construção das fábricas de armas, que no futuro empregarão mais de 1.500 funcionários.

As obras ocorrem no Estado central de Aragua e ainda não têm data prevista para a conclusão.

Chávez começou a assinar acordos militares com a Rússia em 2001, e até agora os detalhes eram escassos. Sabe-se, no entanto, que nos últimos anos Caracas adquiriu mais de 4 bilhões de dólares em equipamentos militares russos, o que inclui 24 caças Sukhoi.

Críticos dizem que Chávez está promovendo uma corrida armamentista na América Latina, mas o presidente alega que está apenas modernizando suas forças para fins defensivos.

Ao voltar em setembro da sua última viagem à Rússia, Chávez disse que Moscou havia aceitado conceder à Venezuela um empréstimo de 2,2 bilhões de dólares para a compra de 92 tanques e de um sistema de mísseis antiaéreos S-300.

Há dois anos, a Rússia havia aceitado vender o S-300 ao Irã, mas retardou a entrega devido a restrições dos EUA e de Israel à transação.

Zaemskiy não quis detalhar datas para a entrega dos tanques e do sistema de mísseis, nem informou se Moscou já desembolsou parte do empréstimo de 2,2 bilhões de dólares.

Acrescentou, no entanto, que "grandes contratos" estão sendo finalizados para entrega de 53 helicópteros modelo "Mil," que podem ser usados pelas Forças Armadas locais ou em missões humanitárias.

Entre 2006 e 2008, Moscou entregou à Venezuela 59 helicópteros militares, segundo dados do Instituto Internacional Estocolmo de Pesquisa da Paz.

O embaixador disse ainda que a Rússia está fornecendo uma 'linha completa" de peças de reposição para equipamentos militares à Venezuela, além de transferir tecnologia e construir centros de manutenção técnica.

"Como resultado dessa cooperação, a capacidade de defesa da Venezuela aumentou consideravelmente, bem como seu nível de independência tecnológica", disse o embaixador.

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