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Rússia empresta US$ 2,2 bi a Chávez para lhe vender armas

Venezuela compra mísseis e promete desenvolver programa nuclear pacífico em parceria com Moscou

Reuters,

14 de setembro de 2009 | 09h17

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou na noite de domingo, 13, que conseguiu US$ 2.2 bilhões de empréstimo da Rússia para comprar um sistema de mísseis antiaéreos fabricados por Moscou.

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De acordo com Chávez, os acordos foram fechados durante sua visita à Rússia na última semana e incluem também a compra de 92 tanques."Serei claro: a Venezuela não planeja invadir ninguém nem ser agressiva com ninguém", disse.

Com as receitas em queda devido à desvalorização do petróleo, o presidente disse que teve de pedir o empréstimo para evitar corte de gastos em áreas como educação e saúde. "Com estes mísseis, será muito difícil aviões estrangeiros nos bombardearem", acrescentou Chávez.

O presidente disse ainda que  Moscou irá ajudar a Venezuela a desenvolver energia atômica para fins pacíficos. "Criamos uma comissão de energia atômica com a Rússia. E eu digo ao mundo: a Venezuela vai desenvolver energia atômica, mas não faremos uma bomba", afirmou. A Venezuela tem um reator experimental abandonado. Especialistas dizem que levará anos até que o país desenvolva energia atômica.

Nos últimos anos, o país gastou mais de US$ 4 bilhões com armas russas, incluindo 24 caças Sukhoi. Críticos acusam Chávez de promover uma corrida armamentista na América Latina. O presidente diz estar apenas modernizando seu equipamento militar para propósitos defensivos.

A Venezuela vive às turras diplomáticas com a vizinha Colômbia. No ano passado, o presidente Alvaro Uribe acusou Chávez de dar guarida a guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Quando Uribe atacou uma base do grupo em território equatoriano, o presidente venezuelano ameaçou retaliar a Bogotá militarmente. Neste ano, Chávez criticou o acordo entre EUA e Colômbia para o arrendamento de bases no país para o combate ao narcotráfico.

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