Sacerdotes do vodu fazem cerimônia por Ingrid Betancourt

Sacerdotes do vodu gritaram efizeram oferendas em rituais, nesta quarta-feira, para pedirajuda pela libertação da refém franco-colombiana IngridBetancourt. O ritual ocorreu em Benin (África Ocidental), como parte deum tríduo de oração e jejum decretado pelo presidente ThomasYayi Boni para ajudar Betancourt, mantida como refém daguerrilha colombiana Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia(Farc) desde 2002. "Que o amor e a misericórdia de Deus toquem os corações dosque ainda não entenderam, para que saibam que fazer o mal aalguém é fazer o mal a si mesmo", disse o alto sacerdote voduDah Aligbonon, enquanto os iniciados ofereciam conchas e leitecomo oferendas. Alguns participantes gritavam em línguasininteligíveis. A cerimônia omitiu os sangrentos sacrifícios de galinhas eoutros animais, comuns em muitos rituais do vodu, "porqueestamos implorando às almas dos ancestrais que o perdão reineno coração dos homens", segundo Aligbonon. Cristãos e muçulmanos também rezam por Betancourt desde oapelo de Boni, na segunda-feira, numa rara iniciativa destepequeno e miserável país no campo das relações internacionais. "Ninguém que espera por nenhuma prosperidade duradoura podeou deve permanecer indiferente ao drama que agora se desenrolana selva da Colômbia", disse Boni em nota na segunda-feira. O Benin é uma antiga colônia da França e ainda dependemuito de doações de Paris. O presidente francês, NicolasSarkozy, diz que Betancourt está à beira da morte e faz dalibertação dela uma prioridade da sua política externa. Betancourt, 46 anos, foi sequestrada em 2002, quando faziacampanha à Presidência da Colômbia. Ela é parte de um grupo de40 reféns "estratégicos" que as Farc pretendem trocar porguerrilheiros presos. Aligbonon disse que as diferenças de geografia e raça nãosão obstáculo para as intercessões do Benin em prol deBetancourt. "Ingrid Betancourt é uma criatura como nós, mesmo que suapele seja diferente. Não fazemos distinção entre os homens[pessoas]: somos todos iguais", disse ele. Há séculos, milhares de africanos foram embarcados do Benincom direção às Américas, e algumas de suas crenças sobreviveramem países como Haiti, Cuba e Brasil.

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