SAIBA MAIS-Fatos sobre as guerrilhas Farc

Os rebeldes colombianos estão no centro dacrise diplomática sul-americana, na região do norte andino. Equador e Venezuela ordenaram o envio de tropas para afronteira colombiana depois que, no sábado, forças colombianasadentraram o território equatoriano e mataram Raúl Reyes, onúmero 2 das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc). Os países vizinhos acusam a Colômbia de violar a soberaniado Equador com a invasão. A seguir, alguns fatos sobre as Farc, o maior grupo armadorebelde da Colômbia. *A morte de Reyes é considerada o maior golpe contra asFARC, guerrilha fundada nos anos 1960 como um grupo armadocomunista insurgente com a missão de reduzir o abismo socialque separa os ricos dos pobres no Estado sul-americano. *O grupo tem usado o multibilionário comércio de cocaínacolombiana para angariar fundos para suas operações nos últimos20 anos. O conflito foi reduzido em muitas regiões a batalhaspor lucrativas terras para produção da folha de coca,envolvendo as Farc, grupos paramilitares de direita e outrosgrupos ligados ao narcotráfico. *As Farc, consideradas uma organização terrorista pelosEstados Unidos e pela União Européia, foram colocadas nadefensiva por políticas duras do presidente conservador AlvaroUribe, que tem o apoio dos EUA. O governo norte-americanoentregou à Colômbia nos últimos sete anos 5,5 bilhões dedólares, na maior parte em ajuda militar. *As Farc ainda controlam algumas áreas rurais onde produzemcocaína e mantêm centenas de reféns em acampamentos secretos naselva. Entre os cativos encontram-se três executivos de umaempresa de defesa americana, sequestrados em 2003, e a políticafranco-colombiana Ingrid Betancourt, feita refém pela guerrilhadurante sua campanha presidencial em 2002. *Enquanto o crime diminui e a economia cresce nas áreas docentro, norte e noroeste da Colômbia, a presença mais forte dasFarc é sentida nas florestas do sudeste. O grupo libertou seisreféns em janeiro e fevereiro como parte de acordos mediadospor Hugo Chavez, presidente da Venezuela. (Reportagem de Hugh Bronstein)

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