Saída de base no Equador prejudica luta antidrogas, dizem EUA

Para Washington, decisão equatoriana de cancelar acordo para uso de Manta deixará um 'vazio' nos esforços

Efe,

30 de julho de 2008 | 20h56

O governo dos Estados Unidos disse nesta quarta-feira, 30, que a decisão do Equador de cancelar o acordo de cooperação que permitia que os americanos utilizassem a base militar de Manta deixará um "sério vazio" na luta antidrogas na região. Veja também:EUA devem deixar base aérea de Manta em 2009, diz Equador O Equador notificou os EUA de forma oficial dizendo que os americanos precisam deixar a base militar de Manta antes de novembro de 2009, pondo fim ao Acordo de Cooperação assinado em novembro de 1999 sobre o uso da instalação, destinada à luta contra o narcotráfico. "A decisão de fechar a instalação foi tomada pelo governo do Equador de forma soberana, mas ressaltamos, no entanto, que o fechamento deixará um sério vazio nos esforços dos EUA e de seus parceiros na luta contra o narcotráfico na região", disse nesta quarta o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack. De acordo com McCormack, as operações efetuadas a partir da base militar de Manta "provaram ser extremamente úteis nos últimos nove anos." Segundo o porta-voz, apesar do cancelamento do acordo, o governo equatoriano "prometeu continuar cooperando estreitamente para enfrentar a ameaça do tráfico de drogas". Os EUA analisarão agora as outras opções que têm para manter no mesmo nível as suas atividades de luta contra o narcotráfico na região. A presença do contingente americano em Manta gerou, desde sua instalação, suspeitas de amplos setores sociais do Equador de que esse posto serviria para apoiar a luta contra a guerrilha na Colômbia. Além disso, a captura e o afundamento de navios pesqueiros que transportavam de forma ilegal emigrantes equatorianos para os EUA gerou duras críticas no Equador. Durante a campanha eleitoral para a Presidência, em janeiro de 2007, o presidente equatoriano, Rafael Correa, já tinha anunciado sua decisão de encerrar o acordo com os EUA.

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