Saída dos EUA de base militar é irreversível, diz Equador

Contrato com os Estados Unidos para a permanência na Base de Manta vence em 2009

Efe,

29 Julho 2007 | 01h44

A ministra de Relações Exteriores do Equador, María Fernanda Espinosa, confirmou no sábado, 28, que a decisão de seu país de não renovar o contrato com os Estados Unidos para a permanência na Base de Manta é irreversível. A permissão vence em 2009. "Não será renovado o convênio da Base de Manta. Aqui não há equívocos, não há passo para trás", disse a chanceler em entrevista coletiva convocada no sábado exclusivamente para desmentir versões da imprensa que indicavam um possível plebiscito para resolver o tema. Espinosa lamentou que se tenha "tirado de contexto" as declarações que ela deu na sexta-feira em uma extensa entrevista na Radio Quito. Nessa ocasião, a chanceler afirmou que a presença de tropas estrangeiras no país poderia ser permitida "só se maciçamente os equatorianos se pronunciarem sobre a ratificação do convênio. De outra forma, me parece impossível". "Não se pode brincar, mal-interpretar e tirar de contexto algo tão sério quanto a Base de Manta", ressaltou a ministra. Segundo Espinosa, "a grande maioria dos equatorianos e equatorianas, se não todos, são contra a presença de tropas militares de outros países em nosso território". A chanceler lembrou que já comunicou a decisão definitiva a autoridades americanas "de todos os níveis", que respeitaram essa determinação. "Este é um tema de soberania nacional, do sentimento profundo do povo equatoriano que nós não podemos trair", concluiu. Desde 1999, militares dos EUA realizam operações de combate ao narcotráfico na região a partir da Base de Manta. Recentemente, a embaixadora dos EUA em Quito, Linda Jewell, reiterou que Washington respeitará a decisão soberana do Equador.

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