Sair da Alba era objetivo do governo de facto, diz Zelaya

Líder deposto afirma que Micheletti quer 'reverter' todos os processos sociais feitos pelo governo de esquerda

estadao.com.br,

18 de dezembro de 2009 | 15h51

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse nesta sexta-feira, 18, que a exclusão de Honduras da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), medida iniciada pelo governo de facto, era parte da agenda definida pelos golpistas que o destituíram no dia 28 de junho, segundo a agência AFP.

 

A retirada de Honduras da Alba é produto "da agenda de tarefas que o senhor Roberto Micheletti tem que cumprir", disse Zelaya à rádio Globo.

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Os deputados analisam desde o início da semana uma petição de Micheletti, líder do governo de facto, para revogar o tratado de adesão de Honduras à aliança, firmado em 25 de agosto de 2008 durante o governo Zelaya.

 

A adesão de Honduras ao bloco de países de esquerda encabeçados por Hugo Chávez, presidente da Venezuela, incomodou os setores poderosos hondurenhos. Após a entrada na Alba, Zelaya realizou um referendo para reformar a Constituição e permitir a reeleição presidencial, o que foi visto por todos os setores do Estado como uma tentativa de se perpetuar no poder, o que gerou pretexto para o golpe.

 

Zelaya disse que Micheletti tem como missão "reverter todas as mudanças sociais que foram realizados no país". "A elite governante tomou as armas para poder deter os processos sociais que são irreversíveis, mas temporariamente creio que tenham sito detidos", afirmou Zelaya, admitindo que "a posição ideológica que assumiu seu governo (centro-esquerda) deixou as elites nervosas".

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