Santander diz que negocia banco espanhol com a Venezuela

Vice-premiê espanhola diz que governo não intervirá nas transações, porque 'não há nenhum problema especial'

Agências internacionais,

01 de agosto de 2008 | 10h41

O Grupo Santander confirmou nesta sexta-feira, 1, que mantém negociações com o governo venezuelano para vender a filial do banco no país, uma das principais instituições financeiras venezuelanas. A notícia foi anunciada no mesmo dia em que a vice-primeira-ministra espanhola, María Teresa Fernández, disse que o governo da Espanha "não intervirá" no processo de nacionalização do Banco da Venezuela,   Veja também: Se nacionalizar Santander, Chávez será maior banqueiro do país   Na quinta-feira, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou a intenção de nacionalizar o banco, o terceiro maior do país. Em comunicado, a entidade presidida por Emilio Botín reconheceu que pretendia vender o banco a um investidor privado venezuelano, para o que foram alcançados "determinados compromissos" sem chegar a acordar a compra e venda da entidade bancária. O banco espanhol soube, então, do interesse do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de nacionalizar o Banco da Venezuela, filial do grupo.   A vice-primeira-ministra espanhola explicou que o Santander está vendendo sua filial na Venezuela e que "não há nenhum problema especial" com relação ao assunto.  Fontes do mercado avaliam a filial venezuelana do Santander entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,9 bilhão, embora a entidade espanhola não tenha confirmado estes números.   Segundo a BBC, o Banco da Venezuela é um dos principais do sistema financeiro do país e conta com pelo menos US$ 700 milhões investidos em operações na Venezuela.  "Chamei o [Grupo Santander] para que comecemos a negociar", disse Chávez, em um discurso transmitido em cadeia nacional de rádio e TV. "Eles disseram que não estavam interessados em vender e eu lhes disse que quero comprar e vou fazer isso. Vamos nacionalizar o Banco da Venezuela ", afirmou.   Durante o discurso, Chávez disse que o Grupo Santander pretendia vender o banco a um banqueiro venezuelano, mas que ele teria dito "não". "Que o vendam ao governo, ao Estado. Vamos recuperar o Banco da Venezuela, nos faz muita falta um banco dessa magnitude", disse Chávez. "Este é um país que está recuperando suas riquezas", acrescentou.

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