Santos começa giro na AL para melhorar inserção da Colômbia

Presidente eleito passará por México, Panamá, Chile, Argentina, Peru, República Dominicana e Haiti

Efe,

21 de julho de 2010 | 17h40

BOGOTÁ- O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, começa nesta quarta-feira, 21, um giro pela América Latina como primeiro passo para aprofundar a inserção regional de seu país e ajudar a superar a crítica situação atual com a Venezuela.

 

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A viagem começará no México e continuará pelo Panamá, Chile, Argentina e Peru, com outras duas paradas na República Dominicana e Haiti, cujas datas ainda não estão definidas, de acordo com a equipe de imprensa de Santos.

 

Até agora, estão confirmadas as reuniões do novo líder colombiano com os presidentes do México, Felipe Calderón; Panamá, Ricardo Martinelli; Chile, Sebastián Piñera; Argentina, Cristina Kirchner, e Peru, Alan García.

 

O próprio Santos disse ontem que o objetivo da viajem é estreitar os laços com esses governos "buscar os melhores amigos" para conseguir apoio na luta da Colômbia contra o narcotráfico e o terrorismo.

 

Segundo um especialista em Ciências Políticas disse à Efe, Santos e sua futura chanceler, María Ángela Holguín, apostam em "diversificar" as relações do país para uma maior "inserção" na América Latina.

 

Assim, para a fonte, Santos deveria sair das sombras de Álvaro Uribe, que preferiu se "isolar" da América Latina e manter uma atitude "fortemente alinhada aos Estados Unidos".

 

O giro terá inevitavelmente como pano de fundo a crise com a Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, já anunciou que não assistirá à posse de Santos e ameaça romper definitivamente as relações bilaterais, congeladas há quase um ano.

 

O novo capítulo na tensão entre os dois países foi aberto na semana passada, quando o governo colombiano anunciou ter provas da presença de líderes das Farc e do ELN na Venezuela, que serão apresentadas amanhã em uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA).

 

Apesar do Equador, que rompeu relações com a Colômbia em março de 2008, não estar incluído no giro de Santos, o atual chanceler colombiano fez na segunda passada uma "visita de cortesia" ao chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, e o vice-presidente do país, Lenín Moreno, receberá o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, amanhã em Quito.

 

Santos tem um processo judicial contra ele no Equador, pois era ministro de Defesa quando foi realizado um bombardeio militar colombiano em um acampamento das Farc no Equador, o que motivou a ruptura das relações entre os dois países.

 

As duas nações estão em processo de diálogo para tentar retomar as relações diplomáticas, e um sinal positivo é que o presidente do Equador, Rafael Correa, assistirá a posse de Santos.

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