Santos desautoriza 'gestões paralelas' de paz para a Colômbia

Presidente diz que interferência só atrapalha no diálogo com as guerrilhas

estadão.com.br

13 de agosto de 2010 | 15h44

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, desautorizou nesta sexta-feira, 13, as "gestões paralelas" dentro e fora do país para um eventual diálogo com grupos ilegais e disse que seu governo utilizará esse recurso "quando considerar que as circunstâncias estiverem de acordo com a situação". As informações são da agência de notícias AFP.

 

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"Muitos quiseram insinuar que poderia fazer algo pela paz aqui e lá. A resposta do governo é obrigado, mas não. Nem no exterior, nem na Colômbia", disse Santos na cidade de Popayán, onde participa de uma cerimônia militar.

 

"O governo nacional, quando considerar que as circunstâncias permitirem, o que não é o caso, abrirá a porta do diálogo. Enquanto isso, fica absolutamente desautorizada toda gestão paralela, pois isso só nos distancia dos objetivos", completou Santos.

 

O presidente deu a declaração apenas um dia depois da explosão de um carro-bomba em Bogotá. No dia do atentado, Santos prometeu "não baixar a guarda" e seguir na luta contra o terrorismo. Nenhum grupo reivindicou a ação, mas acredita-se que ela tenha sido perpetrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

Santos, que como ministro da Defesa do ex-presidente Álvaro Uribe aplicou duros golpes às guerrilhas colombianas, assumiu o poder no último dia 7 e disse que um eventual diálogo com os rebeldes estaria condicionado ao abandono da luta armada e à libertação de reféns.

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