Santos diz que sua melhor contribuição é não falar sobre Venezuela

Em giro pela América Latina, presidente eleito da Colômbia não quis comentar ruptura de relações

Efe,

22 de julho de 2010 | 19h02

Santos se reúne com presidente do Banco Mundial no México

 

CIDADE DO MÉXICO- O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, evitou nesta quinta-feira, 22, comentar a ruptura de relações bilaterais anunciadas pela Venezuela ao considerar que a atitude seria "sua melhor contribuição" à situação.

 

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Santos aproveitou para lembrar que, até o próximo dia 7, o presidente colombiano é Álvaro Uribe.

 

"Sobre as nossas relações nossas com a Venezuela, a melhor contribuição que podemos fazer é não nos pronunciar", disse Santos a jornalistas na Cidade do México após se reunir com o presidente mexicano, Felipe Calderón.

 

O presidente eleito colombiano faz uma viagem por diversos países da América Latina na qual passará também por Panamá, Chile, Argentina, Peru, República Dominicana e Haiti.

 

Hoje, ele também se reuniu na Cidade do México com o presidente do Banco Mundial, o americano Robert Zoellick.

 

Melhora das relações

 

O próximo governo da Colômbia, que assume no próximo dia 7, buscará "todos" os mecanismos para melhorar a relação com os países da região, "incluindo a Venezuela", afirmou hoje em Quito o vice-presidente eleito, Angelino Garzón.

 

Garzón deu a declaração pouco depois de o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciar o rompimento das relações diplomáticas com Bogotá.

 

"No final, a mensagem que temos que dar como governos e como povos é a mensagem da unidade, da amizade, da cooperação e da paz", acrescentou Garzón após uma reunião com o vice-presidente do Equador, Lenin Moreno.

 

Chávez rompeu hoje as relações do país com a Colômbia e ordenou "alerta máximo" na fronteira comum.

 

O líder venezuelano considerou como "ofensa" e "nova agressão" as denúncias sobre a presença de chefes guerrilheiros em território venezuelano apresentadas na Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo governo colombiano.

 

Chávez disse confiar que o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, apesar das diferenças ideológicas, terá um perfil construtivo e de respeito que permita reuniões conciliatórias assim que substituir Uribe.

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