Santos é próximo de responsáveis por eleições da Colômbia, diz oposição

Empresa responsável por fornecimento e recolhimento de cédulas tem membros do Partido da U

Efe,

16 de junho de 2010 | 19h42

BOGOTÁ- As empresas contratadas para os serviços de logística das eleições presidenciais da Colômbia são próximas ao candidato oficialista Juan Manuel Santos, denunciou nesta quarta-feira, 16, o ex-candidato esquerdista Gustavo Petro.

 

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Petro disse que, além do mais, Santos foi membro entre 2002 e 2006 da junta diretiva da Thomas Gregg y Sons de Colombia, transportadora de valores que faz parte da chamada União Temporal Distribuição Processos Eleitorais 2010 (UT Disproel).

 

Os proprietários da empresa são membros do Partido Social da Unidade Nacional, o Partido da "U", criado em 2005 para promover a reeleição de Álvaro Uribe, do qual Santos faz parte, afirmou Petro, que também é senador.

 

Por meio de um contrato com o Registro Nacional do Estado Civil (RNEC), o consórcio Disproel é responsável por todo o processo eleitoral de 2010 no país, que inclui dois turnos de eleições presidenciais.

 

O primeiro deles foi realizado em 30 de maio, jornada na qual o ex-ministro de Defesa, Santos, conseguiu ir para o segundo turno, a ser celebrado no próximo domingo, ao lado do ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, do Partido Verde.

 

Em uma coletiva de imprensa, Petro advertiu que, por causa do contrato, a UT Disproel imprime formulários eleitorais e cédulas de votação, e as entrega em todo o território colombiano, mesa a mesa, colégio a colégio.

 

Uma vez encerradas as eleições, a empresa recolhe as cédulas e as transporta aos locais de digitalização, e também recolhe o material que sobrou, de acordo com o líder esquerdista, que perguntou se as autoridades eleitorais estão atentas para que as cédulas não sejam manipuladas.

 

"Santos é parte dessas empresas, que são empreiteiros do Registro em algo tão delicado para eleições, desde quando é fundador, diretor, presidente e coordenados da bancada do Partido da U, sobretudo nas eleições de 2006", ressaltou Petro.

 

"Hoje, essas empresas têm o cuidado do coração do processo eleitoral, não somente do primeiro turno, mas também do que está prestes a ser cumprido no domingo", continuou o ex-candidato do Polo Alternativo Democrático (PDA), após reconhecer que o contrato é legal, mas resta transparência ao processo.

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