Sargento denuncia que Chile investiga secretamente o Peru

Militar diz que, sob ordem do governo de Bachelet, recebia informações do militar peruano Victor Ariza

Efe,

21 Novembro 2009 | 17h31

O sargento chileno Juan José Soto Vargas, que supostamente recebia informações do militar peruano Víctor Ariza, denunciado por espionagem a favor do Chile, declarou neste sábado, 21, que o Governo da presidente Michelle Bachelet ordenou secretamente a abertura de uma investigação sobre as Forças Armadas peruanas.

 

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Em declarações à "Rádio Programas del Perú" (RPP), o sargento, que utilizava o nome de Víctor Vergara Rojas, esclareceu que seu nome era Juan José Soto Vargas, que era um médico que trabalha para as Forças Armadas do Chile e que viajou para a Argentina para proteger sua vida após a descoberta no Peru sobre as atividades ilegais de Ariza.

 

Sob o nome de Víctor Vergara Rojas, solicitava a Ariza informações confidenciais sobre as equipes das Forças Armadas peruanas, de acordo com os detalhes da investigação divulgados pela imprensa local.

 

"O Governo chileno ordenou que fizéssemos uma investigação de caráter secreto sobre os movimentos das tropas militares, da população do Peru", disse Vargas à "RPP".

 

Segundo ele, o Governo chileno está mentindo para a República do Peru, porque eles foram contratados para fazer o trabalho de espionagem e obedeciam ordens do comandante-em-chefe da Força Aérea do Chile (FACH).

 

"Recebemos quantidade de documentação secreta (...) do suboficial da Força Aérea Peruana (Ariza) e entregamos ao general Ricardo Ortega, comandante-em-chefe da FACH", disse Vargas.

 

Vargas afirmou que "tudo estava em conhecimento do chefe da FACH, da presidente Bachelet e também do chanceler Mariano Fernández" e justificou que este tipo de trabalho (de espionagem) existe em todos os países.

 

Por sua parte, o presidente do Conselho de Ministros, Javier Velásquez, que esteve presente na rádio durante a entrevista ao agente chileno, disse que este testemunho "abona e reforça a consistência das provas que entregamos ao Governo" do Chile.

 

Velásquez disse que em um caso deste tipo "é óbvio que (os envolvidos) sempre atuam com pseudônimos", mas considerou que a declaração de Vargas "abre um pasta a mais de interrogação e dúvidas que somente as autoridades chilenas podem resolver".

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