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Mauricio Dueñas/Efe
Mauricio Dueñas/Efe

Sargento Moncayo chega a Florencia após ser resgatado na selva colombiana

Militar que estava em poder das Farc há 12 anos se reencontrou com sua família

Associated Press,

30 de março de 2010 | 20h12

O sargento colombiano Pablo Emílio Moncayo chegou a cidade de Florencia e protagonizou um emocionante encontro com sua família após permanecer 12 anos cativo das Farc.

 

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Centenas de repórteres viram Moncayo chegar a bordo de um helicóptero às 17h40 local (19h40 de Brasília) e descer da aeronave com um uniforme militar camuflado.

 

Moncayo havia sido entregue à missão integrada pela senadora colombiana Piedad Córdoba, por uma comissão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e pelo monsenhor Leonardo Gómez.

 

O sargento havia sequestrado em 21 de dezembro de 1997, em um remoto posto militar no sudeste da Colômbia.

 

Vestido com traje militar camuflado, Moncayo desceu do helicóptero e acenou para sua família para que não corresse, e logo todos se uniram em um abraço.

 

Seu pai, Gustavo, e sua mãe, María Estella, o entregaram margaridas brancas, enquanto suas quatro irmãs o davam beijos e abraços em meio a sorrisos de Moncayo.

 

O sargento também abraçou várias crianças, entre elas sua irmã Laura Valentina, de seis anos, e seus sobrinhos.

 

Moncayo também dirigiu uma saudação militar a oficiais presentes no aeroporto de Florencia, capital do departamento de Caquetá a cerca de 380 km a sudeste de Bogotá.

 

O ex-refém de 32 anos não fez declarações aos jornalistas, mas saudou a imprensa de longe.

 

Córdoba disse aos repórteres no aeroporto que fizeram duas paradas, uma para esperar a entrega e outra onde a liberação foi feita.

 

A senadora reiterou que na primeira parada, escutaram queixas de alguns rebeldes sobre supostos sobrevoos. Depois, chegaram ao segundo local, e esperaram mais de uma hora dentro do helicóptero, enquanto escutavam um comunicado do máximo comandante das Farc, Alfonso Cano.

 

A mensagem dizia que "com este gesto unilateral, as Farc consideram que o caminho ficou aberto para a imediata troca de prisioneiros de guerra como única forma viável para que os prisioneiros que estão na selva voltem à liberdade, assim como os guerrilheiros prisioneiros nas masmorras da Colômbia e dos Estados Unidos".

 

Além disso, o comunicado fez um chamado internacional e a colombianos para que "se somem vontades e dirijam seus esforços encaminhados a alcançar as trocas".

 

A guerrilha agradeceu o povo brasileiro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo apoio prestado a operação.

 

Córdoba e o bispo Gómez afirmaram que nem se deram conta de câmeras de televisão e que só viram guerrilheiros, em referência a uma queixa do governo colombiano de que o canal Telesur, com sede em Caracas, divulgou imagens com a senadora na selva.

 

A congressista também negou que os guerrilheiros trouxessem alguma carta ou prova de vida de ao menos outros vinte militares que continuam em cativeiro, e destacou que já tem em seu poder as coordenadas de onde serão entregues os restos mortais do major Julián Guevara.

 

Notícia atualizada às 20h58 para acréscimo de informações

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