Sarkozy celebra resgate e promete esforços para libertar Ingrid

Filha da ex-candidata diz que 'gesto de boa vontade' da guerrilha deve ser reconhecido pelo presidente Uribe

Efe,

10 de janeiro de 2008 | 18h13

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que a "França se alegra profundamente" com a libertação, nesta quinta-feira, 10, de duas reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e prometeu redobrar os esforços para conseguir que a guerrilha entregue a franco-colombiana Ingrid Betancourt. Veja também:Mãe de Clara Rojas comemora libertaçãoEUA aplaudem libertação Chávez diz que reféns já estão em liberdadeEspanha confirma que menino é EmmanuelSaiba quem são as refénsEntenda o que são as FarcCronologia: do seqüestro à libertação  A operação demonstra que "as coisas se movimentam, que a mobilização produziu seus primeiros resultados", disse à imprensa Sarkozy, que agradeceu aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe, e a "todos os que se preocupam com a situação dramática" dos reféns, especialmente Betancourt. "É um grande incentivo para perseverar" e "redobraremos os esforços para que o resto dos reféns retorne, em primeiro lugar Betancourt", disse o presidente francês. Já o primeiro-ministro da França, François Fillon, ressaltou que o estado de saúde da franco-colombiana exige "um gesto humanitário imediato".  O ex-marido de Betancourt Fabrice Delloye disse que a libertação demonstra que as divergências entre Chávez e o presidente colombiano, Álvaro Uribe, "diminuíram consideravelmente". "Agora é preciso trabalhar bastante para que os outros reféns retornem", entre eles Ingrid, que "não se encontra em bom estado de saúde", afirmou Delloye à emissora "France Info". Ele pediu a Sarkozy e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que "façam de tudo para convencer ao mesmo tempo as Farc, Chávez e Uribe" para a necessidade de que o resto dos reféns seja solto. Muito "emocionada", a filha da ex-candidata presidencial Melanie Delloye disse que o "gesto de boa vontade" da guerrilha colombiana deve ser reconhecido pelo presidente Uribe, assim como "o sucesso da mediação" do governante venezuelano. "É uma nova esperança após tantos anos de imobilismo. Demonstra que as coisas mudam, que o retorno à vida é possível", acrescentou Melanie. A mãe e a irmã de Betancourt, Yolanda Pulecio e Astrid Betancourt, respectivamente, comemoraram de "todo coração" o resgate. As duas agradeceram em comunicado os esforços feitos há seis anos pela comunidade internacional, em particular de França, Suíça e Espanha, para mediar o conflito colombiano. Em um ato em frente à Prefeitura de Paris, o comitê de apoio a Ingrid Betancourt disse que a operação de resgate é uma prova de que a colaboração entre Chávez e Uribe é de uma eficácia "incontestável".  Comissão Européia  A Comissão Européia (CE) manifestou nesta quinta-feira, 10, sua esperança em que a libertação de duas reféns por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) seja "um sinal premonitório" de que todos os outros seqüestrados "serão libertados em breve". "Desejamos expressar nossa mais profunda satisfação pela libertação de Clara Rojas e de Consuelo González de Perdomo após terem ficado seqüestradas" pelas Farc, afirmaram o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, e a comissária européia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner. "Hoje, mais que nunca, nosso pensamento está com todos aqueles que seguem detidos contra sua vontade por grupos armados na Colômbia e com o sofrimento do qual padecem suas famílias", acrescentaram em comunicado. Os outros reféns "devem ser colocados em liberdade imediatamente", disseram os dois responsáveis europeus. Barroso e Benita demonstraram ainda sua esperança em que a libertação de Rojas e González "seja um sinal premonitório de que todos os reféns, incluindo Ingrid Betancourt, serão libertados em breve", indica a nota. Suíça A Suíça expressou "alegria e alívio" pela liberação dos reféns em poder das Farc e manifestou sua disposição de continuar colaborando pela busca de uma solução humanitária na crise dos reféns. "Suíça parabeniza principalmente o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pela colaboração que permitiu esse resultado feliz. E ao mesmo tempo saúda o gesto das Farc", disse um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores. O comunicado ainda afirma que a "liberação de todos os reféns é urgente e segue sendo uma prioridade". A Suíça, que junto com a França e a Espanha formou um grupo que trabalha por uma solução humanitária para a tragédia dos reféns em poder das Farc, disse que "mantém sua disposição de seguir trabalhando nessa direção".

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