Sarkozy pede 'considerações humanitárias' após morte de Reyes

O presidente francês chamou os envolvidos a facilitarem esforços para libertação pacífica de reféns das Farc

Efe

01 de março de 2008 | 16h18

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu nesse sábado, 1, a "todas as partes envolvidas" para que façam prevalecer "as considerações humanitárias" e facilitem os esforços a favor da liberação dos reféns na Colômbia, após a morte do porta-voz internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes".   Veja também: Exército colombiano mata número dois das Farc Equador anuncia investigação sobre combates Chávez propõe grupo para mediar com Farc Uribe pede que Farc libertem Ingrid Betancourt Farc recebem ajuda brasileira, diz ex-refém Perfil de Raúl Reyes, o 'número dois' das FarcPor dentro das Farc  Reféns colombianos: do seqüestro à liberdade   O Ministério colombiano de Defesa anunciou também nesse sábado, 1, que "Reyes" e ao menos outros 16 guerrilheiros das Farc morreram em uma operação das forças armadas colombianas na fronteira do Equador.   Em um comunicado difundido pelo Palácio Eliseo, Sarkozy reitera seu chamado às Farc para que liberem "sem demora" a franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada há mais de seis anos pela guerrilha.   A morte de Reyes, "alto responsável" das Farc, como conseqüência de "operações militares seletivas", acontece "em um momento crucial em que tudo deveria ser feito para dar respaldo à dinâmica positiva instaurada pela liberação unilateral de vários reféns", assinala a nota.   Sarkozy "chama todas as partes envolvidas a fazerem prevalecer as considerações humanitárias, a consolidar a dinâmica positiva em curso e facilitar os esforços feitos para a liberação dos reféns na Colômbia", acrescenta o texto.   Segundo um porta-voz do Comitê de Apoio a Ingrid Betancourt, Sarkozy falou nesse sábado, 1, por telefone com um parente da refém e transmitiu-lhe sua intenção de chamar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, para se assegurar com as Farc de que nada vai acontecer com os reféns, após a morte de Reyes.   A notícia da morte desse importante membro das Farc foi recebida com grande apreensão pelo Comitê e por familiares da refém, que temiam represálias por parte da guerrilha contra os cativos.   O chefe de Estado francês pediu durante a semana pela libertação imediata de Ingrid Betancourt, por ser "questão de vida ou morte" dado que ela está muito doente.   O presidente declarou-se disposto a ir buscá-la em pessoa na fronteira entre Venezuela e Colômbia, se é a condição posta pela guerrilha para libertá-la.   Sarkozy fez essas declarações no dia seguinte em que as Farc libertaram quatro ex-parlamentares colombianos, dois dos quais disseram que Betancourt estava "muito mal" e que enfurecia a guerrilha.   Essa liberação unilateral, assim como a de outros reféns em janeiro, era um gesto das Farc "em desagravo" ao presidente da Venezuela, cuja mediação havia sido cancelada pelo mandatário colombiano, Álvaro Uribe, em novembro passado.

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