Sarkozy pede que Chávez continue esforços para libertar Ingrid

Presidente francês destaca papel do líder venezuelano na obtenção de uma prova de vida da refém das Farc

Efe,

24 de abril de 2008 | 18h27

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou em uma entrevista televisionada nesta quinta-feira, 24, que não retrocederá em seus esforços para conseguir a libertação de Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e manifestou sua confiança em que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, "continue se envolvendo." Veja também:Presidente da Colômbia descarta conceder status político às FarcClara Rojas revela reunião entre Colômbia, França e VenezuelaPor dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região   "Espero que continue se envolvendo", disse Sarkozy, em referência a Chávez, após dizer que o presidente venezuelano "nos ajudou a ter uma prova de vida", e rejeitar as críticas por tê-lo recebido em Paris em novembro. O chefe de Estado francês defendeu a gestão de seu governo para conseguir a libertação de Betancourt e lembrou que "tivemos uma prova de vida", algo importante "para a família". Sarkozy acrescentou que, além disso, "tivemos seis libertações", em alusão aos seis reféns soltos pelas Farc. Diante isso, o líder francês lembrou que durante os cinco anos que precederam sua chegada à Presidência da França, a situação de Ingrid "não avançou nem um milímetro". Em seguida, reiterou que não cederá nos esforços para colocar fim ao seqüestro. "Esta mulher vive um martírio", porque "pessoas que não têm nenhum respeito pela vida humana" a amarraram com uma corrente a uma árvore, destacou, ao contar o que tinha ouvido de um dos reféns que tinha convivido com ela na floresta.  Sarkozy ressaltou as dificuldades da negociação e falou do fato de que seus emissários têm que caminhar 15 dias em uma floresta "impenetrável" para poder entrar em contato com seus primeiros interlocutores. Ingrid, ex-candidata à Presidência colombiana, está em poder das Farc há seis anos.

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