Gerard Cerles/AP
Gerard Cerles/AP

Sarkozy propõe reunião com EUA e Brasil para reconstruir Haiti

Lula já havia sugerido encontro a Obama; presidente americano diz que Washington deve liderar esforços

Efe,

14 de janeiro de 2010 | 15h41

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu nesta quinta-feira, 14, que EUA, Canadá, Brasil e França convoquem uma "grande conferência" para reconstrução e desenvolvimento do Haiti. 

 

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"Vou propor ao presidente (Barack) Obama, com quem terei a chance de me encontrar nas próximas horas, que Estados Unidos, Brasil, Canadá e outros (países) tomem a iniciativa de convocar uma grande conferência para a reconstrução e o desenvolvimento do Haiti", disse Sarkozy.

O presidente francês disse também que o terremoto deve ser encarado como uma chance de ajudar o Haiti a sair da "maldição" que vive "há muito tempo", e antecipou que viajará a Porto Príncipe nas próximas semanas, na primeira visita de um presidente francês ao país.

Antes do anúncio, o chefe de Estado francês se reuniu com o primeiro-ministro de seu país, François Fillon, e os ministros de Assuntos Exteriores, Interior e Economia.

 

Coordenação

Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a Obama uma reunião para aumentar a ajuda humanitária ao país. Ele sugeriu também que o Brasil, na chefia das tropas da missão de paz da ONU, coordene a ajuda humanitária.

Mais cedo nesta quinta-feira, no entanto, Obama defendeu que os Estados Unidos aqssumam esse papel. Segundo o americano, em momentos como o do terremoto, a liderança americana se mostra necessária. Obama disse ainda que deve trabalhar em conjunto com as Nações Unidas e com o Brasil no socorro às vítimas.

 

Equipes de resgate de todo o mundo começaram a chegar ao Haiti nesta quinta-feira. Obama anunciou o envio de 3,5 mil soldados. O Brasil tem cerca de 1,3 mil soldados no Haiti, que integram a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

 

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

 

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

 

Brasileiros

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

 

A pediatra brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

 

 

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