Se eleição argentina fosse hoje, Cristina teria só 10% dos votos

Presidente teria um décimo dos votos que obteve em 2007, diz pesquisa; ela só está melhor que De La Rúa

Ariel Palacios, de O Estado de S. Paulo,

02 de agosto de 2008 | 21h43

Os argentinos celebrarão em dezembro os 25 anos da volta da democracia. Mas, a atual presidente, Cristina Kirchner, não está no topo do ranking dos melhores ocupantes que a Casa Rosada teve neste último quarto de século. Cristina amarga o penúltimo posto da lista, segundo uma pesquisa da consultoria Datamática publicada neste sábado, 2, pelo jornal Perfil. Seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner - sob cujo governo o país saiu da pior crise econômica de sua História - é considerado o melhor, com 30,5%.   Veja também: Repetiria todas as decisões de meu governo, diz Cristina   O segundo lugar é ocupado por "nenhum presidente", com 23,1%. O ex-presidente Raúl Alfonsín está em terceiro, com 16,9%. Carlos Menem ocupa o quarto posto, com 11,7%. O quinto mais votado foi a opção "não sabe", com 8,8%. O sexto lugar foi reservado para Eduardo Duhalde, que pilotou o país no meio da crise de 2001-2002.   Cristina está no penúltimo posto, com apenas 3,1% dos votos. Ela só está melhor do que o impopular ex-presidente Fernando De la Rúa, com 1%, em cujo governo a Argentina afundou na pior crise econômica da história.   Vice popular   A popularidade de Cristina despencou desde o início do ano. Segundo pesquisas, caiu da média de 55% em janeiro, ao completar o primeiro mês de mandato, para 24% em julho, quando foi derrotada no Senado.   O protagonista dessa derrota foi seu próprio vice-presidente, Julio Cobos, que na categoria de presidente do Senado emitiu seu voto de Minerva contra o governo, que tentava aprovar o "impostaço" agrário. Cobos, com essa atitude, passou de ser uma figura praticamente desconhecida a um político de elevada popularidade.   A pesquisa da Datamática também indicou que se fossem realizadas eleições hoje, existiriam 18,3% de indecisos. Mas, o vice-presidente Cobos seria o candidato mais votado, com 16,9% dos votos. Outros 16% seriam destinados a Elisa Carrió, líder da centro-esquerdista Coalizão Cívica.   Em terceiro lugar se posicionaria o ex-presidente Néstor Kirchner, com 14,7%. O prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri, da Proposta Republicana, de centro-direita, teria 7,4%.   Cristina Kirchner somente conseguiria 4,5% dos votos, amargando o quinto lugar. Isso equivale a apenas um décimo do que obteve em outubro passado, quando foi eleita com 45% dos votos úteis.

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