Gustavo Amador/ Efe
Gustavo Amador/ Efe

Seguidores de Zelaya celebram em frente à embaixada do Brasil

Líder deposto está abrigado na representação diplomática brasileira há mais de um mês, desde voltou ao país

Efe,

30 de outubro de 2009 | 09h41

Dezenas de simpatizantes do hondurenho Manuel Zelaya se reuniram em frente à embaixada brasileira em Tegucigalpa para comemorar o acordo alcançado na madrugada desta sexta-feira, 30, (hora de Brasília) para que o Congresso decida sobre a restituição do presidente deposto ao poder. Zelaya encontra-se abrigado na representação diplomática do Brasil há mais de um mês, desde que retornou escondido ao país.

 

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Com bandeiras de Honduras e do Partido Liberal, ao qual pertencem tanto o presidente deposto como o chefe de Estado interino, Roberto Micheletti, os seguidores daquele gritavam frases como "Mel (Zelaya), amigo, o povo está contigo" ou "Golpistas, vão à m...".

 

"Estamos felizes porque há um indício de que Manuel será restituído, apesar de isso ainda não ter acontecido e de Honduras nunca ter visto uma reversão ou uma restituição depois de um golpe de Estado, o que é algo histórico. Acho que neste ano aconteceram muitas coisas históricas em Honduras", afirmou Isabel Ortega, de 23 anos.

 

"Estou comemorando com as pessoas com as quais caminhei durante 123 dias, as pessoas com as quais lutei, gritei, corri fugindo dos gás lacrimogêneo, dos policiais e das forças repressoras deste país", acrescentou a jovem, que se identificou como comunicadora e uma "feminista da resistência".

 

Santos Luciano Núñez, um motorista de 60 anos, também estampava um grande sorriso no rosto pelo acordo alcançado, ao qual se referiu como uma "vitória". "Passamos meses muito críticos depois deste golpe de Estado e precisamos da restituição do presidente Manuel Zelaya para que a situação volte à normalidade", afirmou Gerson Flores, um estudante de Direito de 27 anos.

 

"O que fizeram com nosso presidente foi uma barbárie típica dos tempos antigos. Nós elegemos um presidente por quatro anos e o depuseram de forma ilegal (...)", acrescentou o universitário.

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