Segurança e motorista morrem em atentado contra senador paraguaio

Senador é conhecido por denunciar contrabandistas e traficantes que atuam no norte do país

26 de abril de 2010 | 23h28

Efe

 

ASSUNÇÃO- Um senador paraguaio ficou ferido nesta segunda-feira, 26, durante um atentado a tiros no qual morreram seu segurança e seu motorista no norte do Paraguai, na fronteira com o Brasil, onde operam grupos de narcotraficantes.

 

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O senador do governista Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) Roberto Acevedo, foi atingido por tiros de vários homens que dispararam contra sua caminhonete na rodoviária de Pedro Juan Caballero, capital da província de Amambay, a 530 km de Assunção e fronteiriça com a cidade brasileira de Ponta Porã.

 

No atentado, morreram o segurança Richard Martínez e o chofer do legislador, Floriano Alonso, que estavam a caminho da capital paraguaia, segundo a polícia.

 

Segundo a imprensa local, Acevedo, que segundo relatos havia recebido ameaças de morte, encontra-se internado em um hospital da cidade, sem risco de morte.

 

Acevedo, ex-governador do departamento de Amambay e cujo irmão, José Acevedo, é prefeito da capital da província, é conhecido por denunciar abertamente à imprensa os supostos contrabandistas e traficantes de drogas que operam na região.

 

Em Amambay e nas províncias vizinhas de Concepción e Canindeyú, onde são abundantes as plantações de maconha, ocorrem com frequência assassinatos que as autoridades atribuem em sua maioria a atos de vingança ou disputas pelo tráfico e pelo contrabando de cocaína proveniente de países vizinhos.

 

O atentado contra o senador ocorre no segundo dia de vigência de um estado de exceção de 30 dias decretado pelo Executivo nos departamentos de Amambay, San Pedro e Concepción, todos fronteiriços com o Brasil, e no Alto Paraguay e Presidente Hayes.

 

A medida, promulgada no sábado pelo presidente Fernando Lugo após aprovação do Congresso, intensificou o envio de contingentes militares e policiais a essas regiões para prosseguir a busca pelos integrantes do autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP).

 

As autoridades atribuem a esse grupo armado, que segundo a Procuradoria foi instruído pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a morte de um agente e três civis em uma emboscada na quarta em Arroyito, a 380 km de Assunção.

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