Seis comandantes das Farc são condenados a 40 anos de prisão

Ataque da guerrilha em 1998 deixou 65 militares mortos, 20 feridos e outros 43 seqüestrados

Efe,

31 de janeiro de 2008 | 02h00

Seis comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo o fundador da guerrilha, foram condenados a 40 anos de prisão cada um por um ataque que deixou 65 militares mortos e outros 43 seqüestrados, informaram nesta quarta-feira, 30, fontes judiciais de Bogotá. Veja também:Uribe diz que vai libertar reféns sem afetar segurança do país  Os seis guerrilheiros foram condenados por um Tribunal de Florencia, no sul da Colômbia, por "homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e seqüestro". As acusações correspondem a um assalto cometido no dia 3 de março de 1998 na base militar de El Billar, informou a Procuradoria Geral em uma nota divulgada em Bogotá. O ataque foi lançado de maneira conjunta pelas frentes 14 e 15 das Farc, e causou a morte de 65 militares, além de deixar 20 feridos e outros 43 seqüestrados. Dos 43 seqüestrados, 40 foram postos em liberdade posteriormente, e os outros três estão entre os 44 reféns que a guerrilha pretende trocar por 500 de seus presos. A Procuradoria Geral informou que os condenados são Pedro Antonio Marín ("Manuel Marulanda" ou "Tirofijo"), fundador e principal líder das Farc, e os comandantes Luis Édgar Devia ("Raúl Reyes"), Guillermo León Sáenz ("Alfonso Cano"), Luciano Marín Arango ("Iván Márquez"), Rodrigo Londoño Echeverri ("Timoleón Jiménez") e Noel Matta Matta ("Efraín Guzmán"). Os seis foram julgados e condenados à revelia.

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