Sem energia, habitantes de Temuco são iluminados pela lua

Durante a noite, saqueadores atacaram diversos comércio da zona periférica da cidade

Ariel Palacios, enviado especial,

28 de fevereiro de 2010 | 14h33

Afetados pela falta de energia elétrica em grande parte da cidade, os habitantes de Temuco passaram no sábado, 27, a primeira noite após o devastador terremoto que assolou o Chile. A lua cheia no céu claro impediu que os temuquenses passassem a noite em completa escuridão.

 

No entanto, a brilhante luz da lua não intimidou os saqueadores, que atacaram diversos comércio da zona periférica da cidade. Os carabineros - a policia chilena - atarefavam-se na madrugada para combater os saqueadores, a maioria dos quais provenientes da favela de 'El Condorito', batizada ironicamente com o nome do mais famoso cartum chileno.

 

A favela foi intensamente abalada pelo terremoto. As autoridades em Temuco consideravam que uma replica um pouco mais forte poderia derrubar a totalidade dos casebres.

 

"Há troca de tiros naquela área. Recomendo que não se aproxime", disse ao Estado um integrante da policia.

 

Centro da cidade

 

No centro da cidade, no entanto, o abastecimento de energia elétrica, embora intermitente, permitia que as famílias pudessem retomar relativa normalidade de suas vidas.

 

Os edifícios antigos, do inicio do século vinte, foram os mais afetados pelo movimento sísmico em Temuco. Diversas fachadas desabaram sobre as calcadas e ruas. Esse foi o caso da fachada de um bar clandestino na rua Portales, que ao desabar esmagou dois homens. No total, na área de Temuco morreram nove pessoas.

 

As autoridades indicaram que apesar da intensidade do tremor de terra, as construções em Temuco "suportaram bem".

 

"Nosso prédio sofreu o mínimo, somente umas rachaduras na fachada", disse ao Estado Cesar Danton Navarrete, de 32 anos.

 

A seu lado, sua esposa, Daniela, de 27, explicava como havia sido o tremor da noite anterior: "A cama sacudia de um lado para outro. Primeiro pensei que era um pesadelo... mas ai vi que era um terremoto! Quando acalmou, subimos no andar de cima, onde moram meus sogros. No apartamento deles nada estava em seu lugar original".

 

Do outro lado do centro, o gerente do Hotel Casino, Alejandro Faria, avaliou em conversa com o Estado: "O terremoto aqui foi mais forte do que no Haiti, mas os efeitos foram menores. É que nós, chilenos, temos uma cultura sísmica".

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