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Sem-teto e camponeses ocupam o centro de Assunção

Centenas de camponeses e sem-teto ocuparam na quinta-feira o centro de Assunção num protesto contra o tratamento "desigual" que estariam recebendo da Justiça. Entidades sociais se mobilizaram em duas manifestações paralelas, que marcharam pelo centro da capital, paralisando o tráfego, até se encontrarem em frente ao Congresso. Segundo a polícia, havia cerca de 5.000 participantes. A Frente Social e Popular (FSP), que reúne camponeses, sindicatos e organizações sociais, iniciou na terça-feira uma manifestação de três dias pela demissão de oito juízes da Corte Suprema e do procurador-geral do país. A entidade exige também uma reforma agrária integral e a libertação de ativistas sem-terra detidos durante uma ocupação no centro do país. Camponeses ligados a essas organizações acusam proprietários brasileiros de terem se apropriado irregularmente de terras no Departamento de San Pedro (centro), o que levou o governo a reforçar a presença policial na região por causa dos protestos e ameaças de ocupação. Na outra manifestação de Assunção, os sem-teto exigem a destituição do ministro de Ação Social, Pablino Cáceres, "porque até agora não fez nada", segundo explicou a jornalistas o dirigente Blas Vera, após uma reunião com o presidente Fernando Lugo. Ele pediu mais eficiência no programa de compra de terrenos e construção de moradias. O grupo de Vera se juntou aos manifestantes da FSP para expressar solidariedade diante da repressão policial ocorrida na quarta-feira, quando cerca de 60 camponeses e 14 policiais ficaram feridos em confrontos. (Reportagem de Mariel Cristaldo)

REUTERS

06 de novembro de 2008 | 20h38

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