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Senado aprova referendo decisivo para 3.º mandato de Uribe

Consulta popular irá dizer se popular presidente colombiano poderá ou não concorrer nas eleições de 2010

Efe, Reuters e AP,

19 de maio de 2009 | 18h39

O Senado colombiano deu sinal verde nesta terça-feira, 19, para a realização de um referendo para decidir se o presidente Álvaro Uribe poderá ou não concorrer nas eleições de 2010, abrindo caminho para um terceiro mandato do popular líder conservador. A iniciativa foi aprovada por 62 votos a favor e cinco contra, após a retirada do Partido Liberal e do Polo Democrático Alternativo (PDA), os principais opositores do atual governo.

 

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No poder desde 2002, Uribe nunca se pronunciou abertamente a favor do terceiro mandato, mas tampouco descartou a proposta. Também não desestimulou seus partidários quando eles lançaram a campanha pela mudança constitucional que permitirá a segunda reeleição. Além disso, o ministro do Interior, Fabio Valencia, chegou a manifestar o apoio do governo à convocação da consulta popular sobre o tema.

 

Agora, o referendo se submeterá a um ato de "conciliação" com a Câmara de Representantes, que já aprovou a iniciativa, e finalmente chegará à Corte Constitucional, que terá a última palavra sobre o

assunto. Héctor Elí Rojas, senador do Partido Liberal, denunciou que Valencia negociou nesta terça, pessoalmente, a aprovação do referendo.

 

 "Essa é mais uma demonstração de que a votação deste referendo é suja", afirmou Rojas. Já o congressista Luis Carlos Avellaneda, do PDA, comentou aabstenção de seu partido nas votações ao dizer que o projeto "dá abertura à ditadura e a um governo plutocrata."

 

Uribe foi eleito pela primeira vez há sete anos, com 62% dos votos. Em 2003, a população rejeitou a primeira reeleição em uma consulta popular. O presidente só conseguiu aprová-la por meio de uma emenda constitucional no Legislativo. Desde então, vem mantendo altos índices de popularidade graças ao relativo sucesso da guerra às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

Sua aprovação chegou a 91% em julho, depois do resgate da ex-senadora Ingrid Betancourt, que por seis anos foi refém das Farc. Recentemente, caiu para 68% por causa de uma série de escândalos de corrupção, improbidade administrativa e violações aos direitos humanos cometidas por membros de seu governo.

 

Na Colômbia, para que a consulta tenha validade, precisam ir às urnas pelo menos 25% dos eleitores. O país possui atualmente cerca de 28 milhões de pessoas aptas a votar. Uma nova sondagem diz que 59% dos colombianos votariam em um eventual referendo sobre uma nova reeleição de Uribe, e que 84% destes votariam a favor do novo mandato.

 

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