Senado argentino aprova lei que reduz a 16 anos idade para votar

O Senado da Argentina aprovou na noite de quarta-feira uma lei para reduzir a 16 anos a idade mínima para votar, a tempo para a decisiva eleição legislativa do ano que vem que pode determinar se a presidente Cristina Kirchner buscará um terceiro mandato.

HELEN PO, Reuters

18 de outubro de 2012 | 08h10

Cristina, que era uma defensora da lei que autoriza pessoas de 16 e 17 anos a também votar, deu cargos importantes no governo a membros do La Cámpora, um grupo político juvenil fundado pelo filho da presidente, Máximo, e costuma parabenizar os jovens ativistas por seu fervor político.

O Senado aprovou a proposta com 52 votos a favor, 3 contra e duas abstenções, e agora cabe à Câmara dos Deputados converter o projeto em lei nas próximas semanas.

Muitos jovens argentinos se identificam com o estilo desafiador da presidente e consideram que suas políticas econômicas pouco ortodoxas foram responsáveis por um período de crescimento econômico que coincidiu com o momento em que estavam entrando no mercado de trabalho, após a forte crise de 2001/2002.

Os críticos ao governo, no entanto, dizem que a reforma é apenas uma estratégia para aumentar a base de apoio da presidente, que está em queda nas pesquisas, antes da eleição legislativa prevista para outubro de 2013.

A idade mínima para votar é 16 anos em vários países, incluindo o Brasil, onde o voto é opcional para pessoas de 16 e 17 anos.

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