Senado argentino aprova nacionalização da previdência privada

Reforma é uma grande vitória do governo de Cristina Kirchner, e põe fim ao sistema criado em 1994

Efe,

21 de novembro de 2008 | 02h35

O Senado argentino aprovou nesta quinta-feira, 20, um projeto governamental para nacionalizar os milionários recursos que há 14 anos estão nas mãos das Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Previdência (AFJP) da Argentina.  A iniciativa, que há duas semanas já tinha recebido o sinal verde da Câmara dos Deputados, foi aprovada no Senado - de maioria governista - por 46 votos a 18, após 12 horas de debate. A reforma representa uma grande vitória do governo de Cristina Fernández de Kirchner, e põe fim ao sistema de aposentadoria por capitalização criado em 1994. Além disso, permite a transferência à Administração Nacional da Seguridade Social (Anses) de cerca de 78 bilhões de pesos (US$ 23,35 bilhões) fornecidos por milhões de trabalhadores argentinos estes anos às AFJP . A reforma foi proposta há exatamente um mês pelo governo, que alegou urgência na mudança do regime por causa da súbita e forte queda de rentabilidade dos fundos das AFJP em função da crise financeira global. Os fundos de pensões, que contam com 9,5 milhões de filiados, estão nas mãos de bancos e seguradoras de capital argentino, espanhol, holandês e americano. As AFJP têm 55% de seus investimentos em bônus soberanos e outros 14% em ações de empresas, entre elas 14 que fazem parte do Merval, principal índice da Bolsa de Valores de Buenos Aires.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.