Senado argentino vota de projeto de lei que antecipa eleições

Se aprovada, medida precisará apenas da sanção de Cristina, que justificou proposta com a crise financeira

Ansa,

26 de março de 2009 | 10h34

O Senado argentino analisa na nesta quinta-feira, 26, o projeto de lei que antecipa em quatro meses as eleições legislativas proposto pelo governo da presidente Cristina Kirchner, sob o argumento de tentar minimizar os efeitos da crise econômica mundial no país. A norma, que pretende antecipar as eleições de 25 de outubro para 28 de junho, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e ratificada pela Comissão de Assuntos Constitucionais do Senado.

 

Caso o projeto seja ratificado pela Casa, para que possa ser convertido em lei, precisará ser sancionado pela presidente Cristina Kirchner até o dia 28. Proposta há cerca de duas semanas, se a medida for sancionada, o governo iniciará uma nova corrida contra o tempo, já que as eleições serão convocadas com 90 dias de antecedência e, assim, as campanhas eleitorais começarão em 29 de abril.

 

Embora o governo afirme que o projeto tem o objetivo de evitar um aprofundamento da crise econômica no país, a oposição argumenta que a antecipação se deve à perda de apoio popular da presidente Cristina Kirchner, temor ocasionado, principalmente, após a derrota eleitoral na província de Catamarca. Nas eleições legislativas dessa província argentina, realizadas no início do mês, os candidatos governistas foram derrotados pela oposição liderada pelo governador provincial, Eduardo Brizuela del Moral, e que teve também o apoio do vice-presidente do país, Julio Cobos.

 

Na quarta-feira, parlamentares governistas se reuniram com representantes da ARI (Alternativa para uma República Igualitária) da Terra do Fogo, José Martínez e María Rosa Díaz, que teriam dado seu aval ao projeto do governo. O senador Horacio Lores, do Movimento Popular Neuquino também estaria disposto a apoiar a medida, que precisa de 37 votos para passar pela Casa. O restante necessário ficaria a cargo da bancada governista. Já a oposição conseguiria pouco mais de 25 votos.

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