Senadora colombiana denuncia plano para assassiná-la

Aliada de Chávez acredita que alto funcionário do governo Uribe está por trás de suposto atentado

EFE,

19 de dezembro de 2007 | 17h49

A senadora colombiana de oposição Piedad Córdoba denunciou nesta quarta-feira, 19, um plano para assassiná-la e acusou um alto funcionário do governo de Bogotá de estar por trás do suposto atentado.  Veja também:Jornal diz que reféns das Farc estão a caminho da liberdadeFrança aceita acolher guerrilheiros por refénsChávez acredita na libertação de todos os refénsFarc matam 3 policiais mortos no sul da ColômbiaMarido de Ingrid pede que Uribe negocie "Sabe-se que há um plano para me assassinar e que poderiam realizar um atentado em Caracas, tramado por um alto funcionário do governo", disse a senadora à Rádio Caracol. Junto com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Piedad buscava realizar um acordo humanitário com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A negociação foi interrompida no último dia 21 e visava a libertação de pessoas seqüestradas pela guerrilha. A senadora afirmou ainda, em entrevista ao canal estatal venezuelano de televisão, que "há muito medo" que o governo colombiano intercepte a libertação dos três reféns que as Farc prometeram libertar em um comunicado divulgado na terça-feira, 18. De acordo com o comunicado, os reféns que serão libertados são Clara Rojas - assessora da ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt - e o filho que ela teve com um guerrilheiro no cativeiro, além da ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo. Reação do governo O governo colombiano classificou as declarações da senadora de inadmissíveis e pediu que ela revelasse a identidade do funcionário que supostamente estaria tramando o atentado. O governo ainda solicitou que ela fizesse uma denúncia para iniciar a investigação criminal. O alto comissário para a paz colombiano, Luis Carlos Restrepo, se declarou assombrado com as afirmações da parlamentar. "Para o governo, é inadmissível que se faça esse tipo de declaração e, por isso, pedimos que a senadora revele imediatamente o nome do suposto funcionário que a está ameaçando", disse Restrepo aos jornalistas.  O governo ainda ressaltou que Piedad recebeu todas as medidas de segurança necessárias para garantir o seu trabalho como senadora da oposição.

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