Senadora colombiana descarta libertação de mais reféns das Farc

Uma senadora esquerdista colombiana queajudou a mediar a libertação de seis reféns da guerrilha Farcneste ano disse não esperar mais libertações durante o mandatodo presidente Álvaro Uribe. Em entrevista a uma TV local, Piedad Córdoba afirmou que asações militares do governo, como o ataque de 1o de março emterritório equatoriano no qual morreu o dirigente rebelde RaúlReyes, sepultaram a chance de que mais reféns sejam soltos. "Não acho que vá haver mais libertações [...]. O paísprecisa saber disso agora", disse ela ao canal CMI. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantêmcentenas de reféns, inclusive a ex-candidata a presidenteIngrid Betancourt, capturada em 2002. Córdoba defende que o governo conservador adote uma posturamais flexível em relação à guerrilha. Mas a popularidade deUribe subiu para 82 por cento numa pesquisa Gallup feita depoisdo ataque que matou Reyes. Já Córdoba é vista com desconfiança em muitos setoresdevido a suas declarações contra o governo e sua proximidadepolítica com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que tambémparticipou da mediação que levou à soltura de seis reféns nesteano. Segundo a pesquisa Gallup, 69 por cento dos colombianos têmuma visão negativa sobre Córdoba. As Farc querem trocar 40 reféns políticos por cerca de 500guerrilheiros presos, mas o governo e a guerrilha não seentendem nem sobre o funcionamento da negociação. Uriberecusa-se a desmilitarizar uma enorme área de selva para odiálogo, como querem as Farc. A morte de Reyes provocou uma breve crise diplomática naregião, porque o Equador protestou contra a violação de seuterritório, e Bogotá respondeu acusando Quito de dar apoio aosrebeldes. Foi a primeira vez que a Colômbia conseguiu matar um membrodo secretariado das Farc, a cúpula da organização, com seteintegrantes. (Reportagem adicional de Luis Jaime Acosta)

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