Senadora colombiana promete manter empenho por reféns

A senadora colombiana Piedad Córdobadisse na terça-feira que manterá seu empenho pela libertação dereféns da guerrilha Farc e que o anúncio de que três delesserão soltos é resultado da ação dela e do presidente daVenezuela, Hugo Chávez. Córdoba e Chávez tinham um mandato formal como mediadoresaté novembro, quando foram afastados dessa função após umatrito de Chávez com o presidente colombiano, Alvaro Uribe.Ambos, porém, desafiam as ordens de Uribe e prometem manteresse trabalho. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)anunciou na terça-feira que pretende entregar três reféns aChávez, como forma de "desagravo". "Continuaremos trabalhando para que todo mundo saia", disseCórdoba a jornalistas depois de se reunir com trêsparlamentares democratas no Congresso norte-americano. Eladisse que a guerrilha Farc já teria libertado cerca de 25reféns se a mediação de Chávez não tivesse sido suspensa. A senadora oposicionista disse que ainda possui um mandatodas "famílias colombianas" para manter o trabalho. Ela iniciouuma visita a Washington no mesmo dia que os rebeldes anunciarama libertação da ex-deputada Consuelo González, de Clara Rojas edo filho dela, Emmanuel, nascido no cativeiro há cerca de trêsanos. Córdoba não soube dizer como e quando os reféns serãolibertados, mas afirmou que "nestes dias" haverá mais notícias."Vai se dar isso e vão se dar mais coisas", acrescentou, semdetalhes. As tentativas de iniciar uma negociação prevêem a troca de47 reféns das Farc, inclusive a ex-candidata a presidenteIngrid Betancourt, por cerca de 500 guerrilheiros presos. Parentes das vítimas criticaram duramente Uribe por afastarChávez da negociação. Os contatos entre Caracas e Bogotá estão abalados devido aoincidente, e Córdoba disse que Chávez reagiu com "um rotundonão" quando ela lhe pediu para normalizar a relação. Os parlamentares democratas James McGovern, Bill Delahunt eGregory Meekes manifestaram em Washington, após reunião comCórdoba, apoio a qualquer pessoa que trabalhe em prol dosreféns. A senadora também deve participar de eventos com ONGs deWashington e pretende se encontrar com o ex-líder rebelde SimónTrinidad, preso nos Estados Unidos. (Por Adriana Garcia)

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