Senadora diz que Farc podem libertar mais reféns em breve

Piedad Córdoba, mediadora com o presidente Hugo Chávez, garante que guerrilha soltura "nos próximos dias"

Efe,

25 de janeiro de 2008 | 15h25

A senadora colombiana Piedad Córdoba, que intermediava a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que a guerrilha pode soltar mais reféns nos próximos dias. Ela ainda afirmou nesta sexta-feira, 25, que seguirá com as negociações com os rebeldes.   Veja também: Por dentro das Farc  Reféns colombianos: do seqüestro à liberdade   Questionada sobre a possibilidade de novos reféns serem soltos, Piedad afirmou durante entrevista a uma rádio colombiana que a libertação era certa e que essas "são as coisas que me empenham neste trabalho apesar de tudo o que se passa", diz a senadora em referência ao conflito entre Colômbia e Venezuela e os recentes ataques que recebeu por conta de sua aproximação com Chávez.   Na quarta-feira, Lozano Guillén, diretor do semanário comunista Voz e que já participou de gestões com as Farc, disse que a guerrilha poderia libertar mais reféns em algumas semanas, numa iniciativa unilateral. Ainda segundo o jornalista, Chávez e Córdoba "solicitaram a libertação das pessoas mais doentes e das mulheres (reféns)". Porém, disse que não sabia do fechamento de um acordo "sobre isso".   As reféns Clara Rojas e Consuelo González foram libertadas pelas Farc num desagravo ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, após o governo da Colômbia interromper a mediação de Chávez que tentava a libertação de 45 reféns políticos.   A parlamentar lamentou ainda as agressões que vem sofrendo por conta da mediação dividida com Chávez, reiterando que continuará os trabalhos. Na última quarta-feira, ela foi agredida por várias pessoas no aeroporto de Bogotá, na Colômbia, que a criticaram por sua suposta afinidade com as Farc.   "Se disser que isso não me afeta emocionalmente, seria muito mentirosa. Me afeta, me dói, principalmente porque minhas convicções têm relação com a defesa da justiça e a liberdade", afirmou. "Tomei a decisão de seguir trabalhando, apesar do cansaço, para que as pessoas recuperem a liberdade na Colômbia, afirmou a senadora, completando que não descansará até que o país deixe o flagelo do seqüestro.   Sobre o incidente no aeroporto, enquanto seguia para a Venezuela, ela explicou que dois homens a agrediram durante o embarque, o que se repetiu com vários passageiros no vôo. A política culpou o governo colombiano pelos ataques. O ministro do Interior e Justiça, Carlos Holguín Sardi, condenou o ato e afirmou que Piedad é "uma pessoa digna de respeito" e que não poderia ser "atacada por suas convicções".

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