Sequestro de avião no México termina com 8 prisões

Polícia invadiu Boeing 737 e libertou todos os 112 reféns em segurança; 'revelação divina' teria motivado crime

09 de setembro de 2009 | 18h40

 

CIDADE DO MÉXICO - Pelo menos oito pessoas foram presas por autoridades mexicanas no sequestro de um Boeing 737 da Aeroméxico, que pousou na Cidade do México vindo de Cancún, disse nesta quarta-feira, 9, uma autoridade dos Estados Unidos, citando informações preliminares. Havia 112 pessoas a bordo da aeronave, entre mexicanos, norte-americanos e franceses, afirmou a autoridade, que preferiu não ser identificada.

 

Depois da aterrissagem do avião, que foi sequestrado em Cancún, imagens de televisão mostraram forças de segurança mexicanas chegando ao aeroporto da capital do México, cujas operações foram suspensas. A polícia invadiu a aeronave, todos a bordo foram libertados e o governo então decretou que a situação no voo 576 da Aeroméxico estava "sob controle."

 

A imprensa local informou que os sequestradores ameaçaram explodir a aeronave caso não conseguissem falar com o presidente do país, Felipe Calderón. Entretanto, um representante do governo mexicano disse que não foram encontrados explosivos no avião.

 

Segundo o jornal El Universal, os homens não conseguiram invadir a cabine do avião. A passageira Adriana Romero relatou à emissora mexicana Televisa que os passageiros só ficaram sabendo do sequestro quando a aeronave já estava na pista do aeroporto da capital mexicana. Na operação de resgate, a polícia não disparou nenhum tiro. O episódio, que aconteceu às 13h40 no horário local (15h40 em Brasília), terminou sem nenhum ferido, pouco mais de uma hora mais tarde.

 

'REVELAÇÃO DIVINA'

 

O governo mexicano informou que um dos sequestradores era um boliviano, natural de Santa Cruz, apontado como fanático religioso, que teria sido motivado por uma "revelação divina". José Mar Flores Pereira, de 44 anos, que há 17 vive no México, disse à polícia que a data de hoje (09/09/2009) é o número satânico 666 virado ao contrário, anunciou o secretário de Segurança Pública Genaro Garcia.

 

 Segundo o depoimento, o sequestrador queria advertir o presidente mexicano sobre um iminente terremoto de proporções catastróficas. De acordo com o secretário, Flores usou uma falsa bomba para sequestrar o avião depois de ter decolado do balneário de Cancún.

 

Ele ordenou ao piloto que circulasse a Cidade do México sete vezes antes da descida na capital mexicana. Um passageiro, Daniel Hernandez, disse que um dos sequestradores levava uma Bíblia. Flores possui antecedentes criminais na Bolívia, onde chegou a ficar preso. 

 

A passageira Rocío Garcia disse à Televisa que o piloto anunciou, logo após pousar na Cidade do México, que o avião estava sendo sequestrado. Ela afirmou ter visto um dos sequestradores e o descreveu como "um passageiro normal."

 

Texto atualizado às 19h55.

 

(Com AP, Efe, Reuters e BBC)

 

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