Adalberto Roque/AFP Photo
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Serra: 'Com Fidel, justiça social nem sempre se conciliou com direitos humanos e democracia'

Em nota, ministro das Relações Exteriores disse que 'não é possível entender a história de nosso continente sem referência a Fidel'

Agência Estado, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2016 | 17h28

BRASÍLIA - Segundo o ministro das Relações Exteriores, José Serra, Fidel Castro "marcou profundamente a política cubana e o cenário internacional". Em uma nota enviada à imprensa, o chanceler brasileiro declarou que a trajetória do líder cubano "resume os dolorosos conflitos e contradições" do período e que nem sempre o "desenvolvimento e justiça social se conciliaram com o respeito aos direitos humanos e à democracia".

"Entra para a história como uma das lideranças políticas mais emblemáticas do século XX. Não é possível entender a história de nosso continente sem referência a Fidel, suas ideias e ações à frente da revolução cubana e do governo de seu país", disse na nota. Apesar de destacar a importância histórica do líder cubano, o comunicado ressalta que ele nem sempre respeitou alguns valores. "Sua trajetória resume os dolorosos conflitos e contradições de um período histórico conturbado, no qual ideais de desenvolvimento e justiça social nem sempre se conciliaram, em nossa região, com o respeito aos direitos humanos e à democracia", comentou o ministro. 

O líder cubano morreu na noite de sexta-feira, 25, aos 90 anos. O corpo será cremado e foi decretado luto oficial de nove dias em todo o país, que deve se encerrar no dia do funeral, em 4 de dezembro.

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