Reuters/Enrique de la Osa
Reuters/Enrique de la Osa

Serra viaja ainda nesta segunda a Cuba para funeral de Fidel

Chanceler disse que cubano foi 'uma das líderanças políticas mais emblemáticas do século XX', mas criticou desrespeito a direitos humanos na ilha

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2016 | 19h38

SÃO PAULO - O ministro das Relações Exteriores, José Serra, acompanhará as cerimônias de homenagem ao ex-líder cubano Fidel Castro, em Havana. O chanceler viajará à capital da ilha ainda na noite desta segunda-feira, 28. Após o anúncio da morte do comandante da Revolução Cubana, no sábado, 26, Serra afirmou que Fidel “marcou profundamente a política cubana e o cenário internacional”.

Obedecendo à vontade de Fidel, seu corpo foi cremado no fim de semana e as cinzas ficarão em Havana por dois dias. Na quarta-feira, 30, será iniciado o transporte delas para Santiago de Cuba em procissão que percorrerá 13 das 15 províncias do país.

Em uma nota enviada à imprensa, o chanceler brasileiro disse que a trajetória do líder cubano "resume os dolorosos conflitos e contradições" do período e que nem sempre o "desenvolvimento e justiça social se conciliaram com o respeito aos direitos humanos e à democracia". Além de Serra, o novo ministro da Cultura, Roberto Freire, deve representar o Brasil. 

"Entra para a história como uma das lideranças políticas mais emblemáticas do século XX. Não é possível entender a história de nosso continente sem referência a Fidel, suas ideias e ações à frente da revolução cubana e do governo de seu país", diz a nota de Serra.

Apesar de destacar a importância histórica de Fidel, o comunicado nota que a trajetória do líder cubano nem sempre respeitou alguns valores. "Sua trajetória resume os dolorosos conflitos e contradições de um período histórico conturbado, no qual ideais de desenvolvimento e justiça social nem sempre se conciliaram, em nossa região, com o respeito aos direitos humanos e à democracia", diz Serra.

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